terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Canadá é que sabe!

O Canadá é definitivamente um País na vanguarda da luta contra o alarmismo climático. Depois do abandono do protocolo de Kyoto, o Ministro do Ambiente canadiano, Peter Kent, começou a livrar-se do excesso de ciência da treta, despedindo no processo 60 cientistas. Ainda não se sabe exactamente em que domínios operam, mas não deve ser difícil imaginar...

Entretanto, a Religião da treta tenta vingar-se dos seus, e contribui para a escalada da estupidez global neste domínio. Segundo a NASA, e o seu cientista Duane Walliser, é justamente no Canadá que se vão verificar das maiores alterações ecológicas massivas, lá para 2100... O mais interessante é que essas alterações massivas se vão verificar no local onde mais dói aos alarmistas: onde os Canadianos estão a extrair grandes quantidades de hidrocarbonetos. Até o Obama se meteu nesta guerra, mas os Canadianos já perceberam também que os Chineses estão disponíveis para receber uma fatia desses hidrocarbonetos... Outros dizem que o Canadá vai ser invadido por espécies alienígenas (preciso ler para perceber)!

É neste 8 ou 80 que estamos actualmente. De um lado, aqueles que tentam tirar partido dos seus recursos, agora e não em 2100, e que lutam contra aqueles que só querem que voltemos à Idade Média... Felizmente, os políticos começam a ganhar juízo, e a perder o medo à Religião Verde... Por cá é que ainda demora!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Apeadeiros e Estações inundadas pela barragem do Tua

Uma das questões frequentes que envolve a construção da barragem de Foz Tua (recentemente abordada aqui), é a submersão de cerca de 16 Km de linha férrea da linha do Tua (ver alguns dados da linha aqui). Tal vai provocar o encerramento de 5 apeadeiros/estações, o que parece uma tragédia. Mas quem já passou por lá sabe que aquelas paragens não servem a absolutamente ninguém! Para o provar, vamos analisá-las uma a uma.

A primeira a partir da foz do Tua é o apeadeiro de Tralhariz. Como se pode ver no Google Maps, não há absolutamente nada por perto! Não há estrada ou caminho que chegue ao apeadeiro, com a aldeia mais próxima a bem mais de um quilómetro a caminhar! As imagens disponíveis na Internet confirmam o desinteresse absoluto do apeadeiro, como podem ver na imagem seguinte, retirada daqui:


A seguir vem Castanheiro. Podem confirmar outra vez no Google Maps como não há vivalma próxima. Mas chega lá um caminho de cabras. As imagens voltam a confirmar o evidente, como podem ver abaixo, retirado deste site com muitas fotos da linha do Tua:


Depois de Castanheiro, segue-se a estação de Santa Luzia. Esta é uma das mais emblemáticas de todas! Como podem ver no Google Maps, o nome que o Google dá à estação (São Lourenço) está errado. Aliás, o Google sugere que há uma estrada que atravessa o Tua, mas desenganem-se: não há lá nada desde finais de 2002... Nessa altura caiu uma ponte que havia sido construída em 1985. O que há é uma aldeia do outro lado do rio, Amieiro, de onde dantes era possível atravessar o Tua com um teleférico... Na primeira imagem abaixo podemos ver a estação do outro lado do rio Tua, e na segunda os cabos do teleférico, ambas retiradas deste site:


A seguir é o apeadeiro de São Lourenço. No Google Maps vemos que não há muito mais que uma dúzia de habitações, algumas numas ruínas evidentes. O apeadeiro foi demolido em 1995, conforme a imagem abaixo demonstra (retirada daqui), mas entretanto reconstruído:


O último dos apeadeiros a ser inundado pela barragem de Foz Tua é o do Tralhão. Mais uma vez, no Google Maps, não se vislumbra uma habitação próxima! Descobrir uma fotografia do sítio é igualmente difícil, mas neste site, descobri a foto abaixo:


Enfim, estão todos a ver o enorme interesse, para as populações, dos apeadeiros e estações, que vão ser inundadas pela barragem do Tua?

Votação final do Blogs do Ano 2011

Há uma semana referenciava a votação para a primeira fase da votação que o Aventar.eu está a organizar dum concurso de blogs com o objectivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa. Os leitores do Ecotretas foram generosos, conferindo o seu voto a este blog, que se posicionou na segunda posição, com 148 votos. Ficou muito perto da primeira posição, a apenas seis votos de distância!

Agora, decorre a votação final, que decorrerá durante esta semana. Estou certo que os leitores nos darão o seu voto aqui, na categoria Natureza. Mas como os outros concorrentes são igualmente muito interessantes, não deixem de os visitar também. Aliás, abaixo deixo o link directo para eles, porque são blogs que têm uma abordagem não alarmista das questões da Natureza:

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dragar os recursos públicos

Os políticos de esquerda gostam de defender o transporte público, e estão sempre dispostos a defender os interesses dos seus príncipes, e a incentivá-los a fazer greves.

Mas uma coisa é o que é suposto nós fazermos. Outra coisa é o que fazem os políticos da esquerda ecosocialista. O Correio da Manhã de hoje relata o grande exemplo da deputada do Bloco de Esquerda, Ana Drago, que não tem carro nem carta. Vai daí, e numa acção de endoutrinação dos nossos jovens, o Parlamento dos Jovens, deslocou-se a Guimarães de carro e chauffer, tudo à nossa custa!

A página do Parlamento diz que a acção até terá sido em Braga, na EB João de Meira, mas para o efeito é a mesma coisa. Quanto mais pequeninos, melhor se torcem os pepinos. E tanto faz Braga como Guimarães, porque ambas as cidades são bem servidas pela CP. No caso de Guimarães há 9 horários ao longo das segundas-feiras, com Alfa Pendular até ao Porto, e serviço urbano até Guimarães. No caso de Braga, a oferta é ainda maior, incluindo quatro Alfas Pendulares directos! Porque não fazem eles o que defendem, e utilizam os transportes públicos???

Actualização: Obviamente esta análise vai ser percepcionada mesmo pelas melancias. Vejam este exemplo do Ambio...
Actualização II: Alertado por um leitor, reformulei o texto, porque os Alfas Pendulares não são directos para Guimarães, e só alguns o são para Braga.
Actualização III: A referência no site do Parlamento a Braga deve estar errada, porque todas as referências a uma escola intitulada "João de Meira" remetem efectivamente para Guimarães.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Golpada no Solar da Alemanha

Já por várias vezes me referi aqui à estupidez da política verde dos Alemães. A sua aposta na energia solar é enorme, mas num país que não tem muito Sol, essa aposta é uma grande estupidez! Agora, chegou a altura de fazer contas...

P. Gosselin, num post de ontem, evidencia bem a insustentabilidade da situação. Parece que a Merkel e companhia perceberam que nem a Alemanha tem tanto dinheiro para sustentar a brincadeira. A Siemens calculou que a opção de abandono do nuclear vai-lhes custar 1.7 triliões de euros! Para isso muito contribuem os custos de suporte da energia solar, que tem subido exponencialmente, conforme se pode ver na imagem acima, retirada deste artigo do Spiegel.

Obviamente o resultado desta política tem sido a de uma subida extraordinária dos preços da electricidade. Mas agora que as empresas estão a abandonar o País, o corte nas tarifas feed-in solares vai ser radical! Até 2017 vão desaparecer, quando era suposto durarem 20 anos... As acções solares já vão a caminho do abismo, onde nós já estamos, porque fomos um dos que copiamos o modelo, mas ficamos sem dinheiro primeiro...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cheias de Novembro de 1967

Sempre que se fala em cheias, nos anos mais recentes, a culpa é do Aquecimento Global, Alterações Climáticas, ou da mais recente teoria dos fenómenos extremos... O problema dos abutres climáticos é que, ou são novos demais, ou já não se lembram dos eventos de antigamente...

É por isso que é cada vez mais importante reportar os fenómenos extremos do passado. Como o foram as cheias de Novembro de 1967. Como o recorda J. Alveirinho Dias, da Universidade do Algarve, nesta página:

Na noite de 25 para 26 de Novembro de 1967 registou-se, na região de Lisboa, precipitação intensa e concentrada, tendo atingido, na estação de São Julião do Tojal, no concelho de Loures, 111mm em apenas 5 horas (entre as 19h e as 24 h do dia 25). As estações da região de Lisboa registaram, nesta data, cerca de um quinto do total da precipitação anual.

Tal precipitação excepcional, cujo período de retorno está estimado em de 500 anos, provocaram a ocorrência de uma cheia repentina com duração inferior a 12 horas.

As consequências foram dramáticas, como se pode aferir pela imagem acima, mas sobretudo por esta descrição:

A situação na região de Lisboa tornou-se completamente caótica. As cheias destrutivas causaram a morte de 462 pessoas e desalojaram ou afectaram cerca de 1100, submergindo centenas de casas e infra-estruturas num rio de lamas e pedras. Todavia, permanecem muitas dúvidas sobre a dimensão deste evento, designadamente no que se refere ao número de vítimas mortais, pois que o regime político da altura nunca permitiu apurar as verdadeiras consequências desta catástrofe. Algumas estimativas apontam para prejuízos da ordem dos 3 milhões de dólares a preços da época.

Outra boa fonte de informação está no meteopt.com. Impressionante mesmo é o relato do Comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Odivelas, Fernando de Oliveira Aleixo, que refere alguns esforços heróicos dos bombeiros e que contribuíram para salvar muitas pessoas.

Da próxima vez que ouvirem falar de uma cheia fenomenal em Portugal, comparem-na com esta.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A República da Impunidade

Um leitor enviou-me um link para uma reportagem aterradora sobre a realidade da doença das vacas loucas em Portugal. A reportagem tem a marca do jornalista Rui Araújo, que já conhecemos das reportagens A Máfia Lusitana e O estado do crime. Enquanto os ecologistas andam a pensar no CO2, e a nossa Ministra nas gravatas, e a não pagar trabalho efectuado neste domínio das vacas loucas, felizmente há quem ande no terreno a evidenciar o que de mau se faz neste País. Vejam, e tirem as V/ conclusões: