sábado, 4 de fevereiro de 2012

Living on thin ice

Living on thin ice was Al Gore's motto for his ongoing trip to Antarctica. This guy, who happens to have a Nobel prize, and believes that the temperature of the Earth is “several million degrees” at “2 kilometers or so down”, might have thought that it had surfaced somewhere, and that Antarctica was one of the last places where he could find a leak. So he's down under trying to find that missing heat...

Some days ago I started a list of who has joined Gore's party. It can be found at the bottom of this post, with the appropriate links. If you know anyone who is on the cruise and not included in the list, please let me know. It has paid off, as it is now simple to track what is happening to the Gore mission. The first symptom is that the Climate Reality posts are not even talking about the voyage, so inconvenient it is... It is talking about the heat in America, where he could have experienced higher temperatures in Winter, than the Summer in Antarctica. But you know Mother Nature: everywhere Al Gore goes, the Gore effect kicks in! Even the NOAA scientists onboard agree, with days "mostly spent in thick driving snow" while observing "humpback whales (...) victims of an apparent krill overdose".

So following the links from Gore's friends do reveal some wonderful icy pictures. Check them out below, to find out how Gore, and friends, are trying to find the missing heat! View more original pictures, following the links below the pictures:


www.forseti.is/Myndasafn/2012/2012_01_30_sudur2/

yfrog.com/h276fgnsj

instagr.am/p/nVaWy/


https://twitter.com/#!/SvenLEX/status/165521757187485696/photo/1

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Votar de forma céptica

Em Janeiro pedi aos leitores a votação no Blogs do Ano 2011, que acabei por ganhar na categoria Natureza. Agora, outra votação muito importante surge a nível internacional, e na qual surgem sites bem conhecidos dos leitores do Ecotretas.

O blog do Anthony Watts, Watts Up With That?, surge como concorrente em duas categorias, melhor ciência/tecnologia e prémio carreira. O Climate Audit, de Steve McIntyre, concorre para melhor blog canadiano. Nas antípodas, a decisão é particularmente difícil, entre a JoNova e o Australian Climate Madness. Finalmente, para melhor blog europeu, temos o Tallbloke’s Talkshop, recentemente incomodado pela polícia Inglesa, por causa do Climategate.

A votação é um pouco diferente da que experimentamos em Portugal, e tem felizmente mais mecanismos de verificação. A votação decorre neste link: 2012.bloggi.es Para verem como votar, recomendo o artigo de explicação no WUWT. Não vamos deixar de contribuir com o nosso voto!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Manifesto e o Monstro

Depois de um primeiro Manifesto em 2010, e de uma re-edição em 2011, um conjunto de mais de 50 signatários produziram este ano um Manifesto por uma nova política energética em Portugal III.

A apresentação pública decorre hoje em Lisboa, mas havia sido antecipada por várias notícias nos Media, mas sobretudo pelo Prof. Pinto de Sá, no seu blog. O diagnóstico está bem feito, e refere-se a muitos aspectos que tenho abordado neste blog. Nesse aspecto, as referências ao gás de xisto e à biomassa são dois óptimos exemplos de recursos que não estamos a aproveitar. O Manifesto só peca por insistir no nuclear, que não é uma solução para Portugal, e que o Ministro Álvaro, na minha opinião bem, já descartou.

Mas a verdadeira mais-valia do Manifesto está na identificação do Monstro. O monstro eléctrico que come todos os subsídios, directos e indirectos. E que nos chupa até ao tutano! Mas que está bem identificado... Até a Troika exigiu inicialmente que fosse atacado até ao final de 2011. E que o Governo prometeu domar até ao final deste passado mês de Janeiro. Depois, foi adiado para 2 de Fevereiro. Vamos a ver se o Monstro se continua a mostrar mais forte...

Actualização: O Plano Estratégico da Energia foi adiado mais 15 dias...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Gore na Antárctida

Soube-se há cerca de duas semanas que o profeta Gore iria visitar a Antárctida, na presença dos seus apóstolos seguidores. Os padres e aprendizes também vão...

É neste contexto que se fazem outras expedições, como as dos jornalistas alarmistas do Público, que relatam a pouca vergonha da investigação nacional que se faz neste domínio, e que nenhuma vantagem traz para o nosso País, para além de permitir umas espectaculares férias a uns quantos "cientistas"! Vejam o seguinte exemplo:

Por outro lado, o voo foi aberto a investigadores de outros países, que podem usá-lo nos seus trânsitos, o que foi possível devido ao financiamento de quase cem mil euros da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) destinado ao aluguer do avião.

É fácil perceber o que Al Gore vai fazer. Na Antarctida nem tudo é gelado, como se pode ver pelo exemplo da ilha de Deception, onde se podem tomar uns banhos de sauna... Basta ele enquadrar uma paisagem sem neve para logo um Planeta estúpido ficar aflito!

A realidade da Antárctida é contudo muito diferente, como este relato de uma expedição australiana confirma. E os próprios cientistas confirmam que não há aquecimentos para aqueles lados... A visualização da extensão de gelo confirma que está bem acima da média, e pior, que tem estado a subir ao longo das últimas décadas! Enfim, vamos ver se não haverá uma re-edição da história do MS Explorer. Por enquanto, fiquem com uma lista de alguns dos 116 religiosos que se sabe irem a bordo:








segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Climate4you

De vez em quando tropeço em sites verdadeiramente fabulosos. Via Watts Up With That, segui um link para o Climate4you. O site regista informação, essencialmente em gráficos, que cobrem vários dos dados meteorológicos e climáticos. Para além disso, reforça com uma componente histórica, uma vertente muito do agrado do Ecotretas. O site também parece isento, dado que não transmite uma posição alarmista. Afinal, transmite uma mensagem clara, que é a dada pelos números. Como a do gráfico que exemplifico ao lado, que descreve a variação anual do nível médio do mar. Para onde é que ele se dirige? Para baixo, claro!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Blog do Ano - Natureza

Há uma semana havia convidado os leitores a votarem no Ecotretas para o Blogs do Ano 2011. Hoje, sairam os resultados finais, e sem surpresa, para quem acompanhou a votação ao longo da semana, o Ecotretas ganhou na categoria Natureza.

Em primeiro lugar, quero louvar a iniciativa do Aventar.eu. Organizar este concurso é uma tarefa que dá mesmo muito trabalho, e a sua opção pelo polldaddy.com revela um conhecimento muito adequado desta temática da votação electrónica. É claro que algumas queixas se levantaram, perfeitamente normais nestas circunstâncias. São inciativas como estas que efectivamente contribuem para dinamizar os conteúdos em Português, e dar a conhecer muitos blogs. No meu caso isso não foi muito notório, dada a grande exposição que o blog já atinge, mas o certo é que eu próprio descobri muitos outros blogs muito interessantes, e que vou passar a seguir!

Em segundo lugar, quero elogiar os outros sites a concurso, na categoria Natureza. Em particular, ao Armindo Tavares, do Canários Arlequim Português, que demonstrou muito fair-play!

Finalmente, o mais importante! Quero agradecer a todos os leitores que votaram em mim. Eu era um dos blogs mais desfavorecidos nesta votação: não podia pedir aos meus amigos que votassem em mim! Mas podia pedir aos meus leitores: foi isso que fiz no blog e por email. Dois leitores foram particularmente importantes; não os vou aqui referir explicitamente, mas eles sabem quem são, até porque vou agradecer pessoalmente! Mas todos responderam de forma muito significativa!

O Ecotretas vai continuar a tentar corresponder a esta onda verde, de esperança, que procura um Mundo ecologicamente mais são, mas livre destes ecologistas da treta, que nos chateiam todos os dias. Continuaremos a expor os disparates que se dizem e fazem à volta da Ecologia. Nos próximos dias agradecerei de uma forma muito peculiar toda esta V/ dedicação. O meu muito obrigado!

sábado, 28 de janeiro de 2012

A cartografia antes de Melgueiro

Após um artigo inicial sobre David Melgueiro, e outro sobre as explorações procurando a Passagem do Nordeste antes de 1660, vamos neste abordar a cartografia disponível à época da possível viagem de Melgueiro.

Por volta de 1490, o cartógrafo alemão Henricus Martellus produziu um mapa do Mundo conhecido até então, visível na primeira imagem abaixo, onde é visível uma faixa de água no norte do continente asiático, indiciando assim a possibilidade da existência de uma passagem do Nordeste. Martellus produziu ainda mais mapas, visíveis neste link. No início do século XVI, em 1507, o cartógrafo alemão Martin Waldseemüller produziu um mapa do Mundo contorverso. Uma análise detalhada da sua obra pode ser consultada aqui. No segundo mapa visível abaixo (retirado daqui), pode ver-se como também é dada a possibilidade de existência da Passagem do Nordeste.



Qualquer um destes mapas, bem como os de Martin Behaim, ao serviço de Portugal na altura, sofrem todavia fortes influência de Ptolemeu, e da sua obra Geographia.

Particularmente relevante neste domínio foram os mapas do cartógrafo Gerardus Mercator. Em 1569 produziu um mapa (imagem abaixo retirada daqui; maior detalhe aqui) com a sua projecção. Embora com notáveis erros em determinados locais do globo, o contorno do norte da Ásia revela-se aproximado com o real, excepto sobretudo na região mais a este da Sibéria. A Passagem do Nordeste é dada como um facto:


Em 1570, Abraham Ortelius, encorajado por Mercator, compilou o primeiro atlas moderno do Mundo, Theatrum Orbis Terrarum. Como se pode observar na imagem seguinte, também aqui toda a costa norte da Ásia é dada como navegável:


Na Biblioteca Nacional da Rússia encontramos mais uns mapas importantes. O primeiro mapa abaixo (imagem retirada daqui), de Abraham Ortelius, é dado como sendo de 1570, mas noutra fonte é dado como sendo de 1584. No mapa é perfeitamente visível o estreito de Anian, e é clara a possibilidade de contornar a Sibéria pelo norte. O segundo mapa, de Jodocus Hondius, de 1600, é baseado no mapa de Mercator de 1569, incorporando a expedição de Barents de 1595-1597. O terceiro mapa, de Hessel Gerritsz, é de 1613, e mapeia a Rússia, e a sua costa norte, incluindo também Novaya Zemlya. Pormenor importante sobre esta sequência é o facto de todos estes mapas serem feitos por Holandeses, ao serviço dos quais Melgueiro se encontrava.



Ainda antes da viagem de Melgueiro, há a destacar o trabalho do cartógrafo Willem Blaeu. Também ele um holandês, foi em 1633 nomeado cartógrafo oficial da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Em 1635 produziu o Nova totius terrarum orbis geographica ac hydrographica tabula, visível abaixo:


Note-se como este mapa é muito mais real que o de Mercator e Ortelius. Blaeu produziu posteriormente mapas mais detalhados, também fruto do seu trabalho na Companhia. Na primeira das imagens abaixo (duas primeiras imagens retiradas daqui), de 1638, vemos em grande detalhe a costa norte da Rússia. Na segunda imagem, num mapa de 1640, podemos observar toda a extensão do mar Árctico. No terceiro mapa (imagem retirada daqui), também de 1638, podemos observar o extremo este do continente asiático, com mais alguns detalhes que os mapas anteriores.


O mistério envolvendo estes mapas, bem como outros, é abordada de forma interessante neste artigo. Em qualquer caso, é seguro dizer-se que David Melgueiro teria acesso a esta informação quando terá eventualmente efectuado a Passagem do Nordeste, em 1660.

Nota: Este post foi integrado numa página onde se relata toda a investigação efectuada sobre David Melgueiro: ecotretas.blogspot.com/p/david-melgueiro.html