O canal de televisão australiano ABC emitiu há uns dias um documentário interessante, "I Can Change Your Mind About..Climate", com a presença do céptico Nick Minchin e da alarmista Anna Rose. O programa é bem esgalhado, tendo entrevistado um conjunto de pessoas de ambos os lados do debate. Como de costume, é sempre um momento alto quando se tropeça em Marc Morano. Vejam como ele deixou a inexperiente Anna completamente sem palavras:
Nós já sabemos que estes tretas não fazem a menor ideia da ciência! Ela disse que não argumentava com Morano, porque ele não era um cientista climático; ela, todavia, é formada em Direito e Artes!? Eu até gosto especialmente de activistas como Anna, que fazem figuras de parvas, e cuja expressão idiota perante Morano me fez lembrar a da activista da Greenpeace com Christopher Monckton.
Particularmente interessante foi também a presença de Jonova. Ela e o marido têm uma forma extraordinária de evidenciar quão podre está esta ciência, e prometem divulgar a lição não editada da malhação que deram na Anna. Enquanto não chega o vídeo, a transcrição efectuada pela ABC dá-nos uma ideia de que Anna terá aprendido mais ciência em casa do David e Jo, do que em todo o tempo anterior!
Recomenda-se o visionamento do episódio na sua totalidade, no link do site da ABC, ou abaixo, cortesia do Fiel Inimigo. Os cientistas desta ciência fraudulenta ficaram ofendidos, mas o público teve outra opinião! Se quiserem, podem preencher o inquérito que a ABC fez, para perceberem qual é o vosso perfil neste debate, e perceber que mais de metade do público acha que isto das Alterações Climáticas é uma grande treta!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Podia mudar-lhe a opinião
Etiquetas:
Alterações Climáticas,
cépticos,
Ecologistas,
Media
sábado, 28 de abril de 2012
Potência vs. ponta
A imagem ao lado dá-nos uma ideia clara de como o sistema eléctrico português descambou nos últimos anos. A verde está o total de potência instalada em Portugal (escala à esquerda), e que cresce de cerca de 10 GW em 2000 para quase 19 GW em 2011. A azul está a potência máxima solicitada à rede (escala à esquerda), e que corresponde ao pico de consumo, e que cresceu de uma forma muito inferior, de cerca de 7000 MW em 2000 para um máximo de cerca de 9400 MW em 2010. A vermelho está o rácio entre as duas variáveis (escala à direita), e que cresce, nestas circunstâncias, também a um ritmo muito elevado. Todos os dados foram obtidos a partir da REN e ERSE.O que significa este crescimento deste rácio? Uma coisa muito simples: temos capacidade instalada em demasia. No ano passado, pela primeira vez, tivemos mais do dobro da capacidade instalada do máximo do consumo atingido em Portugal! Ou seja, para termos uma certa quantidade de electricidade, temos o dobro do que seria necessário para produzir essa tal quantidade! Utilizando a analogia do Luz Ligada, poderíamos imaginar que cada um de nós teria sempre o dobro de lugares, ou de transportes, para nos deslocarmos de um lado para o outro!
Porque acontece isto? A maior razão está relacionada com o baixo factor de capacidade da energia eólica em Portugal, e que tem determinado a subida da potência instalada. Os leitores dirão que o mesmo acontece com a energia hidroeléctrica, mas ao contrário das eólicas, a energia produzida pelas barragens pode, e é, mobilizável justamente nos períodos de maior consumo. E o que é que isto significa? É uma evidência que estamos a pagar um duplo investimento para termos a certeza que temos electricidade nos picos de maior consumo! E estou só a falar de consumo de ponta, porque para o consumo médio, a situação ainda é mais vergonhosa. A ela voltarei quando tiver os dados de consumo de 2011, que ainda não foram publicados pela DGEG.
Noutros países, em vez de se fazer uma gestão esbanjadora, faz-se uma gestão apertada. O exemplo Norueguês é um clássico, como pode ser visto neste documento. Este estudo alemão analisou a realidade da Alemanha. Na verdade, a maioria dos estudos restantes que observamos são antigos, pois esta é uma realidade muito inconveniente...
Etiquetas:
energia,
energia eólica,
energias alternativas
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Cortar nos luxos e excesso de voluntarismo
As audições na Comissão de Economia e Obras Públicas terminaram há minutos, com muitas novidades! Estiveram presentes o ex-Secretário de Estado da Energia, e o actual Secretário de Estado da Energia, Artur Trindade. Fico com um mixed feeling sobre as suas declarações, sendo que Henrique Gomes continua com a sua guerrilha com António Mexia. As suas declarações, bem como a divulgação dos estudos confirma que Gomes estava obcecado com Mexia, e não com resolver verdadeiramente o problema. Enfim, hoje até reconheceu que "deveríamos ter feito os investimentos nas eólicas com mais cuidado", mas o resto foi um ataque cerrado a quem é responsável por apenas parte do buraco.Artur Trindade avançou com algumas ideias claras, que tenho defendido aqui no blog. Relativamente ao PNBEPH, referiu que "existe e é para cumprir, agora não me venham pedir mais subsidios, o plano é para cumprir mas não para onerar mais a factura", o que significa que a minha interpretação da garantia de potência é correcta, e desmistifica totalmente as contas da GEOTA e companhia.
Na vertente da cogeração, Artur Trindade referiu que "temos que atalhar o problema dos falsos produtores de co-geração e que cuja actividade se centra na remuneração fixa". Referiu que "a redução é muito significativa, em torno de 100 milhões por ano, em ano cruzeiro, mas isso nao chega". Pois não, e pelos casos que temos levantado no blog, muitos cortes haverá aqui a fazer!
Na vertente das energias renováveis, Artur Trindade também não poupou nas palavras, embora tenha sido cauteloso. Segundo o Secretário de Estado, o Governo não tem "nada contra as energias renováveis. Mas deve haver moderação nos custos e na forma de remuneração, porque o país não tem capacidade de pagar luxos e excesso de voluntarismo" e que as "remunerações são muito acima da média". Falta saber se vão tomar medidas, ou se isto é apenas para parlamentares ouvirem...
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Os melhores sacos do lixo
A Quercus voltou à carga com a história dos sacos de plástico. Sempre que aparecem notícias destas, lembro-me logo da história do Verde Otário. E fico a pensar quando a nossa Cristas, das taxas vergonhosas, desenterrará a proposta anterior da taxa dos sacos de plástico.Nem de propósito, há uns dias o leitor Rui Monteiro, de Montemor-o-Velho, havia-me enviado a sua perspectiva acerca dos sacos de plástico. Ele e eu, usamos-os para meter o lixo. Um exemplo notável de reciclagem, que certamente é seguido pela grande maioria dos leitores e Portugueses! Mas o Rui foi mais longe e fez as contas, muito importante nestes tempos de crise!
E as contas são muito simples: um saco do Lidl custa 4 cêntimos. E são bem melhores que os do Continente, que são os que eu uso para o lixo. Apesar de serem piores, é verdade que os meus saem de borla, pelo que não me queixo. Mas o Rui foi ver quanto custam os sacos do lixo no Lidl, e 30 sacos de lixo de 25 litros, sensivelmente da mesma dimensão dos sacos da caixa, custam 1.29 €! No Continente, metade, 15 sacos de 30 litros, denominados "Ecobag Fecho Fácil", da Vileda, nome apropriado para ecologista triste comprar, custam neste momento 3.59€, ou seja quase 24 cêntimos por saco!
Conclusão, nada como continuar a pagar os da caixa, embora como o Rui refira e bem, que agora tem que pagar aquilo que dantes lhe davam! Quando a Cristas se lembrar de os taxar, podemos ter a situação inversa, que é comprar os do lixo, e abri-los logo ali, para levar as compras para casa!
Agora, expliquem pf. o que ganha o Ambiente? Quais são os melhores sacos para enfiar o lixo? É que os do Continente e Vileda tẽm a inscrição de que são degradáveis, mas como os sacos do Lidl não dizem nada, e os que se pagam são mais rijos, aposto que demoram mais tempo a degradar-se que os meus do Continente, que são bastante frágeis. Afinal, tenho quase a certeza, os sacos de borla são os melhores para o Ambiente!
terça-feira, 24 de abril de 2012
A mina de ouro do mercado de carbono
Antón Uriarte disponibilizou ontem um link para um artigo muito interessante do El Pais. O artigo refere como o mercado das emissões de carbono é um negócio de ouro para a Indústria, e uma ruína para o Estado.Em Espanha, as cimenteiras e as várias indústrias ligadas à construção foram das que mais beneficiaram. Em quatro anos, venderam direitos de emissão avaliados em 1279 milhões de euros. Enquanto isso, o Estado espanhol comprou no estrangeiro 770 milhões de direitos, e necessitará de uns 500 milhões adicionais. As empresas perceberam que era mais rentável deixar de produzir e ganharem dinheiro com isso. Na realidade, em Espanha, com a queda da construção, a queda da produção até deu jeito!
Mas mais interessante que observar o disparate em Espanha, é começar a escavar no disparate Português. Como é habitual, a informação sobre estes esquemas não abunda. A Judiciária anda no terreno à caça do esquema do carrossel, um esquema que já leva vários anos noutros países. Entretanto, andamos entretidos a comprar direitos noutros países...
Um bom sítio para começar a recolher informação é no sistema de registo europeu, onde podemos encontrar informação por país. Nesta folha de cálculo temos a lista das empresas portuguesas que mamam deste esquema. As que têm maiores direitos são as eléctricas e as cimenteiras. A consulta da listagem revela um conjunto de 212 empresas, que descobriram esta verdadeira mina de ouro...
Os estúpidos dos responsáveis pelo esquema europeu, porque não têm outro nome, ainda se vangloriam de que este esquema contribuiu para a quebra de emissões. Pudera! Então se é mais barato mamar do que produzir, de que estavam à espera? Agora que, com este esquema, a indústria europeia, e especialmente a portuguesa, está desaparecida, e habituada à chucha, não se quiexem da crise!
Etiquetas:
carbono,
economia verde
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Lóbis da Fátima Campos Ferreira
| A atual conjuntura social e económica de Portugal trouxe novos temas e problemas para discutir. Ainda há temas tabus? Há temas onde há muitos lóbis. Sou, atualmente, um grande observatório da nossa sociedade... Quais as áreas a que se refere? Há lóbis em todos os sectores. Acontece, por exemplo, na área ambiental e até na preservação do ambiente. |
Etiquetas:
Ecologistas
domingo, 22 de abril de 2012
Restrições na microprodução
Já abordamos várias vezes no blog o problema da microprodução, a forma mais anti-social de geração de energia em Portugal. Com imensos esquemas envolvidos, agora damo-nos conta que a banda continua alegremente a tocar neste domínio, mesmo quando o País já se está a afundar! Mas outras notícias dão-nos conta que a festa estará a acabar...O Decreto-Lei nº 25/2012, de 6 de Fevereiro infelizmente não suspendeu a atribuição de licenças de microprodução. Elas continuam a ser emitidas a grande velocidade, conforme se pode ver pela listagem do final do mês de Março. A velocidade de instalação destes sangue-sugas é tão grande que, nalguns locais já foi ultrapassado o limite de 25 % da potência do respectivo posto de transformação, conforme os números 6 e 7 do artigo 4º do Decreto-Lei nº 363/2007. A lista de locais onde tal já aconteceu está disponível neste link do site Renováveis na hora.
Olhando para a listagem, há vários aspectos que saltam à vista. Em primeiro lugar, o facto da maior parte das restrições se aplicar a locais do interior. Tal pode significar a existência de postos de transformação mais pequenos. Numa amostragem rápida no Google Maps, o que observei foi essencialmente um conjunto de localidades com habitações dispersas e muitas moradias. Mas isto não deve explicar tudo, pelo que não me admirava muito que esta praga resultasse de dinamismo local... Talvez algum dos leitores conheça a realidade de algum destes locais, e me queira explicá-lo!
Etiquetas:
Energia Solar,
microgeração
Subscrever:
Mensagens (Atom)

