sábado, 5 de maio de 2012

Paul Ehrlich está de volta!

Um dos maiores tretas de sempre da Ecologia está de volta. Paul Ehrlich escreveu em 1968 o livro "Population Bomb", e desde então os seus disparates não têm parado! Mas este tretas ficou sobretudo mais conhecido por ter perdido uma das mais humilhantes apostas económicas de todos os tempos com Julian Simon.

Ehrlich está de volta com declarações dignas do Tribunal Penal Internacional. Numa entrevista ao Guardian, Ehrlich defende uma redução maciça dos seres humanos! Dos actuais 7 biliões de pessoas, segundo Ehrlich, 5 biliões estão a mais! Mas ele vai mais longe: tem que haver uma forma rápida de diminuir a população à face da Terra!

A leitura da entrevista é de deixar quase todas as pessoas a vomitar, embora algumas pessoas, como Hitler, pudessem ficar a salivar... Ele perspectiva uma praga mundial, ou umas guerras nucleares, para começar! Umas fomes generalizadas, ou algum vírus estranho que mutasse de animais para humanos, poderia também ajudar! Haverá paciência para pessoas loucas como Ehrlich?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Climate Realism in Brazilian television

Jô Soares is a Brazilian comedian and talk show host. In his talk show, Programa do Jô, on Rede Globo, the fourth-largest public TV commercial network in the world, last Wednesday he interviewed Ricardo Augusto Felício. Ricardo Felício has a PhD in Geography, by the University of São Paulo, Brazil, based on study of dynamic climatology in Antarctica, between 2001 and 2006.

Ricardo stated that the AGW is not a theory, but an hypothesis. He stated that climate change is a 3000 year-old story, when ancient Greece was already debating the issue. These were later followed by the Romans, who were associating climate change then with aqueduct construction, and has continued until today. The alarmed Jô pushed the main alarmist issues, but Ricardo Felício was quick refuting and explaining all of them.

Ricardo explained, in an easy language, the differences between local and global climate. He explained that ice melts, but then freezes again. And he knows about what he is talking about, as he has been to Antarctica in the timeframe where ice has been gaining area. Please remember that Brazil is in the southern hemisphere, so they talked more about Antarctica.

Sea level was another topic. He talked about the IPCC projections, and compared those to the El Niño variations, which has bigger variations in a small period, while the IPCC projections are for a whole century.

They both joked with all the alarmism surrounding the end of the World. The greenhouse effect was another joke, with Ricardo explaining concepts like temperature, pressure and volume, and explaining why people are so wrong when relating Venus's warming with CO2.

The ozone hole was another interesting issue, with Ricardo explaining the history since Dobson. He talked about the CFC patents expiring, the HCFC replacement, and the new measures being taken to replace it. Sustainability is certainly not an option when all these refrigeration equipments will be replaced, again.

Ricardo answered two questions from the audience, and also exposed a joke involving catastrophic warming from deep sea oil exploration, as is currently being done in Brazil.

Ricardo also joked with the Amazon being the Earth's lung. Ricardo explained that it's the climate that drives the Amazon rain-forest, and not the other way around. One of the best moments of the interview was when Ricardo explained that "the rain-forest is there because it rains; it doesn't rain because there's a forest there". Ricardo explained the importance of the oceans in the climate. After all, they are 3/4 of the Earth's surface.

This interview is having a great impact in Brazil, and in the Portuguese speaking world, the seventh most spoken language in the World. Ricardo Felício was a bright challenge for Jô's humor, whose program is seen by almost 5 million viewers daily. This will have an even bigger impact, in a country that is preparing for the Rio summit later this year, but where realism is alive and kicking.

The interview will be aired again this Sunday on GNT, May 6th, 9 PM.

Ricardo Augusto Felício no Jô

Via Espectador Interessado, demo-nos conta de uma entrevista de Jô Soares a Ricardo Augusto Felício, professor doutorado da Universidade de São Paulo. O Ricardo, para além de cientista na área da climatologia, tem muito mais humor que os nossos. Precisamos de mais cientistas como este! Não percam por nada deste Mundo:

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A sucata eólica

Um leitor fez-me chegar há umas semanas uma interessante notícia sobre o que fazer às torres eólicas em fim de vida? O artigo refere a existência, em Portugal, de mais de 53 mil toneladas de sucata eólica, dentro de alguns anos! Nada que se preveja muito diferente das eólicas assombradas noutros países. Ainda mais grave é o facto de não existirem ressalvas contratuais a obrigarem os promotores a se livrarem dessa sucata de uma forma ambientalmente correcta. É apenas efectuada uma alusão à necessidade de serem desmantelados, o que nas palavras de Luís Mira Amaral, «só mostra a ligeireza e o facilitismo com que foram feitos os contratos».

Mas como o artigo era de 2009, o problema deve já estar a colocar-se! Efectivamente, há dias, outro leitor, fez-me chegar a confirmação desse facto. Este artigo explica como se fez um desmantelamento de um parque eólico em Portugal, o parque eólico de Vila do Bispo. O parque eólico ainda nem sequer 14 anos tinha, não tendo atingido o limite de 15 anos que se considera a vida útil mínima de um parque eólico. Ou pelo menos o período a que habitualmente se tem direito às tarifas feed-in. Se se juntar a esse facto o incremento de potência de 20%, que visam certamente tirar partido do sobrequipamento, começa logo a cheirar a marosca... Entretanto, a brincadeira parece ter custado uns 13 milhões de euros, a pagar pelos mesmos do costume. E agora que se reforça o facto de que as eólicas provocam Aquecimento Local, talvez a sucatização esteja mais próxima...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Os filhos dos papás da EDP

O Rui Rodrigues apontou-me na direcção de um vídeo eloquente, que evidencia como os filhos dos papás da EDP são os mais felizes do Mundo! Não percam a sátira no vídeo abaixo, que já me tinha ocorrido, tal a desfaçatez do anúncio original...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Podia mudar-lhe a opinião

O canal de televisão australiano ABC emitiu há uns dias um documentário interessante, "I Can Change Your Mind About..Climate", com a presença do céptico Nick Minchin e da alarmista Anna Rose. O programa é bem esgalhado, tendo entrevistado um conjunto de pessoas de ambos os lados do debate. Como de costume, é sempre um momento alto quando se tropeça em Marc Morano. Vejam como ele deixou a inexperiente Anna completamente sem palavras:



Nós já sabemos que estes tretas não fazem a menor ideia da ciência! Ela disse que não argumentava com Morano, porque ele não era um cientista climático; ela, todavia, é formada em Direito e Artes!? Eu até gosto especialmente de activistas como Anna, que fazem figuras de parvas, e cuja expressão idiota perante Morano me fez lembrar a da activista da Greenpeace com Christopher Monckton.

Particularmente interessante foi também a presença de Jonova. Ela e o marido têm uma forma extraordinária de evidenciar quão podre está esta ciência, e prometem divulgar a lição não editada da malhação que deram na Anna. Enquanto não chega o vídeo, a transcrição efectuada pela ABC dá-nos uma ideia de que Anna terá aprendido mais ciência em casa do David e Jo, do que em todo o tempo anterior!

Recomenda-se o visionamento do episódio na sua totalidade, no link do site da ABC, ou abaixo, cortesia do Fiel Inimigo. Os cientistas desta ciência fraudulenta ficaram ofendidos, mas o público teve outra opinião! Se quiserem, podem preencher o inquérito que a ABC fez, para perceberem qual é o vosso perfil neste debate, e perceber que mais de metade do público acha que isto das Alterações Climáticas é uma grande treta!

sábado, 28 de abril de 2012

Potência vs. ponta

A imagem ao lado dá-nos uma ideia clara de como o sistema eléctrico português descambou nos últimos anos. A verde está o total de potência instalada em Portugal (escala à esquerda), e que cresce de cerca de 10 GW em 2000 para quase 19 GW em 2011. A azul está a potência máxima solicitada à rede (escala à esquerda), e que corresponde ao pico de consumo, e que cresceu de uma forma muito inferior, de cerca de 7000 MW em 2000 para um máximo de cerca de 9400 MW em 2010. A vermelho está o rácio entre as duas variáveis (escala à direita), e que cresce, nestas circunstâncias, também a um ritmo muito elevado. Todos os dados foram obtidos a partir da REN e ERSE.

O que significa este crescimento deste rácio? Uma coisa muito simples: temos capacidade instalada em demasia. No ano passado, pela primeira vez, tivemos mais do dobro da capacidade instalada do máximo do consumo atingido em Portugal! Ou seja, para termos uma certa quantidade de electricidade, temos o dobro do que seria necessário para produzir essa tal quantidade! Utilizando a analogia do Luz Ligada, poderíamos imaginar que cada um de nós teria sempre o dobro de lugares, ou de transportes, para nos deslocarmos de um lado para o outro!

Porque acontece isto? A maior razão está relacionada com o baixo factor de capacidade da energia eólica em Portugal, e que tem determinado a subida da potência instalada. Os leitores dirão que o mesmo acontece com a energia hidroeléctrica, mas ao contrário das eólicas, a energia produzida pelas barragens pode, e é, mobilizável justamente nos períodos de maior consumo. E o que é que isto significa? É uma evidência que estamos a pagar um duplo investimento para termos a certeza que temos electricidade nos picos de maior consumo! E estou só a falar de consumo de ponta, porque para o consumo médio, a situação ainda é mais vergonhosa. A ela voltarei quando tiver os dados de consumo de 2011, que ainda não foram publicados pela DGEG.

Noutros países, em vez de se fazer uma gestão esbanjadora, faz-se uma gestão apertada. O exemplo Norueguês é um clássico, como pode ser visto neste documento. Este estudo alemão analisou a realidade da Alemanha. Na verdade, a maioria dos estudos restantes que observamos são antigos, pois esta é uma realidade muito inconveniente...