quarta-feira, 16 de maio de 2012

Accident with bus and a wind tower on truck, causes 17 deaths

A severe accident happened two months ago in Brazil, involving a truck with a wind tower part, and a bus. It caused 15 deaths on the spot, with at least two more dying afterwards, and 16 injuries. The accident was apparently caused by a mis-interpretation of the bus driver, where all the dead were traveling, as depicted in the image on the left. Basically, the truck with the 40 ton wind tower piece was preceded by a signaling car. In the other direction, a coal truck, viewing the signaling car, signaled right to get to the side of the road, so the big convoy could pass. The driver of the bus, that was following the slow coal truck, interpreted the right indicator sign as a signal for overtaking the coal truck, a signal that is quite common. The accident followed.

The accident happened in an area with no mobile signal. The first images on the spot are in the first video below (ATTENTION: This is a raw video with SHOCKING images and will probably be removed from Youtube). The second video below is from Reuters. The wind tower was being reportedly transported from Santos to Fortaleza, a 3000 Km trip. I wonder why this transportation is not being done by boat, since the two regions are near the sea. While all reports blame the bus driver for the accident, this is certainly the accident involving wind energy with the biggest death toll until today. May They Rest in Peace.



terça-feira, 15 de maio de 2012

O planeta da WWF

A WWF lançou o seu Relatório do Planeta Vivo 2012, onde alerta para o crescimento da população e suas consequências. Segundo eles, o crescimento da população aumenta a procura de recursos colocando enormes pressões sobre a biodiversidade da Terra e ameaçando a segurança, saúde e bem-estar do nosso futuro.

Para não variar, a ênfase é posta na pegada ecológica. Os 10 países com maior pegada ecológica são:
  • Qatar
  • Kuwait
  • Emirados Árabes Unidos
  • Dinamarca
  • Estados Unidos da América
  • Bélgica
  • Austrália
  • Canadá
  • Holanda
  • Irlanda

Resumindo, países onde se vive bem. Portugal fica-se pela 39ª posição, em cerca de 150 países. O que estes tretas não nos querem dizer é quais são os países onde, segundo eles, se vive com uma pegada ecológica pequena. É preciso ir ao documento completo para topar esta Verdade Inconveniente. É para estes países (pag. 45 do PDF) que estes tretas deviam ir viver:
  • Nepal
  • Congo
  • Paquistão
  • Ruanda
  • Bangladesh
  • Eritreia
  • Haiti
  • Afeganistão
  • Timor Leste
  • Território Palestiniano

Estes tretas têm todavia a capacidade de mandar bitaites extraordinários. Como a de que "o declínio da biodiversidade, desde 1970 tem sido mais rápido nos países de baixo rendimento, o que demonstra como as nações mais pobres e vulneráveis estão a subsidiar os estilos de vida dos países mais ricos". Ou seja, não se compreende se eles querem que o Mundo desenvolvido deixe de o ser, para ter uma pegada ecológica menor, ou se querem impedir que os países subdesenvolvidos se mantenham assim, para permanecerem com uma pegada ecológica baixa...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cortando nas rendas

Foram publicadas hoje as Portarias 139/2012 e 140/2012, que dão uma machadada na garantia de potência e na cogeração.

A portaria 139/2012 limita-se a revogar a Portaria 765/2010, que definia o mecanismo de garantia de potência. Como havia referido neste artigo, a interpretação dos ambientalistas não era efectivamente correcta. Todavia, a esta revogação suceder-se-á uma apresentação de novas condições e modos de funcionamento dos serviços de garantia de potência em regime ordinário, bem como a subsidiação a esta actividade. São dadas algumas indicações nesta Portaria, mas não são muito claras. Recorde-se que o mecanismo de garantia de potência se manterá, porque é efectivamente o mecanismo que nos garante que Portugal não ficará sem energia eléctrica, quando deixe de haver vento...

A portaria 140/2012 estabelece a revisão das tarifas de cogeração. Aparentemente as remunerações fixadas parecem ser inferiores às praticadas actualmente, e que segundo o documento mais recente da ERSE, fixa o valor médio da cogeração renovável, nos três primeiros meses de 2012, em 100.20 €/MWh, enquanto a outra cogeração teve um valor médio, no mesmo período, de 132.50 €/MWh. A Portaria define, por exemplo, para potências inferiores a 10MW, preços de 89.12 €/MWh para fuel-oil, 89.89 €/MWh para outros combustíveis fósseis, e 81.17 €/MWh para cogeração renovável, neste caso com potências inferiores a 2MW. Para potências mais elevadas, os valores diminuem. Todavia, uma leitura da portaria evidencia que há vários ajustamentos à tarifa de referência, como é o caso do aumento de 10%, para as tarifas nas horas cheias e de ponta, no caso de ter havido uma opção de modulação tarifária, em função dos períodos horários.

Enfim, parece ter começado o embate com o Monstro. Mas, numa primeira análise, parece apenas poeira para os olhos dos Portugueses... Ainda falta cortar muito, e os leitores do Ecotretas sabem onde não se está a cortar!

Actualização: O verde fóssil Nuno Ribeiro da Silva levou na ripa, e queixa-se de cortes na cogeração de 15%. A COGEN vai mais longe, e na edição impressa do Jornal de Negócios revela que o corte é de cerca de 30%...

sábado, 12 de maio de 2012

PNAER/PNAEE: Contributo aberto

Há três semanas alertava os leitores para a disponibilização online da nova proposta do PNAER e PNAEE, que se designa de “Linhas de orientação para a revisão dos Planos Nacionais de Ação para as Energias Renováveis e para a Eficiência Energética”. Entretanto, o documento deixou de estar disponível no site da DGEG, e até hoje não voltou a aparecer! Entretanto, enviei o documento para múltiplos leitores que mo pediram (quem quiser pode continuar a pedir por email). No site da DGEG, a própria notícia que referenciava a consulta pública desapareceu, sem qualquer indicação do ocorrido, e o desaparecimento já chegou aos Media.

Como o prazo da consulta pública é até 18 de Maio, não tendo sido cancelado, e como prometido, deixo abaixo os meus comentários, que submeterei à DGEG na próxima semana. Encorajo os leitores a enviarem também os seus comentários para o endereço de email disponibilizado pela DGEG, consultapublica2012@dgge.pt. Para isso, podem pescar ideias abaixo, mas a intenção não é fazerem copy&paste... Mas, na lógica que a Troika sugere, há que envergonhar o status quo actual, pelo que o vosso comentário contribuirá para um planeamento mais regrado para os próximos anos.



Exmos. Senhores,

No âmbito do processo de revisão dos PNAER e PNAEE, em consulta pública até 18 de Maio, junto os meus contributos.

O documento tem algumas boas medidas, com as quais necessariamente se concorda. Mesmo alterações ao PNAER/PNAEE anterior vão no bom sentido, como sejam a eliminação de medidas como a E8M4 (Escola Microprodutora), RS6M1 (Microprodução), ou a recente decisão de suspensão todos os novos licenciamentos da PRE. Assim sendo, os comentários subsequentes são respeitantes a dúvidas acerca das propostas efectuadas, ou então de propostas com as quais não podemos concordar. Nestas últimas, avançamos com propostas alternativas.

  1. Pressupostos macroeconómicos pouco ajustados à realidade
    Não deixa de ser preocupante que os pressupostos assumidos pareçam estar pouco ajustados à nossa realidade. Em termos de evolução macroeconómica, dificilmente o País conseguirá crescer ao ritmo anunciado depois de 2013, sabendo-se à partida das enormes dívidas contraídas em termos das PPPs, e mais especificamente na área da energia, no enorme défice tarifário e tarifas feed-in contratualizadas até ao final da década.

  2. Pressuposto pouco provável de evolução do preço de petróleo
    Em termos da evolução do preço de petróleo, as previsões de estabilidade são ainda menos fundamentadas! Por um lado, os conceitos de peak-oil defendem valores bastantes superiores do preço de barril, enquanto a utilização de novas fontes (eg. shale-oil) proporcionarão porventura preços inferiores. Assumir preços de barril de petróleo de 112 USD em 2020 é, no mínimo, arriscado.

  3. Evolução de preços deveria estar em Euros, e não em dólares
    Mas mais preocupante é assumir valores em dólares americanos, sendo que um documento desta importância deveria ter expresso os valores em EUROS, a moeda do nosso País!

  4. Previsões de evolução de gás natural não equacionam cenários recentes
    Igualmente preocupante são as previsões para a evolução do preço do gás natural, onde manifestamente não se equaciona o impacto da extracção de gás de xisto, que já fez baixar o preço do gás nos Estados Unidos para valores próximos dos mínimos das últimas duas décadas!

  5. Não se equacionam prováveis reservas de gás natural
    A propósito do gás natural, é preocupante que a DGEG não tenha equacionado as potenciais reservas de gás natural que parecem existir em Portugal! Por um lado, não levam em linha de conta a recente licença atribuída para prospecção de gás natural no Algarve, nem as potenciais reservas de gás de xisto, que relatórios internacionais apontam existir em Portugal. Porque não é feita nenhuma referência a este aspecto no PNAER/PNAEE?

  6. Improvável e pouco realismo dos preços das licenças de CO2
    A evolução dos preços das licenças de CO2 é igualmente pouco realista. Primeiro, porque o abandono dos grandes países do Protocolo de Quioto forçou em baixa o seu preço. Mesmo o preço no Mercado Europeu tem estado em queda livre! Depois, porque o abandono do nuclear por algumas potências mundiais vai-se traduzir em maiores emissões de CO2, e esses países vão ser os primeiros a não querer que esse mercado funcione, com nomeadamente a Alemanha à cabeça em termos europeus. Some-se o facto provado de que o Mercado de Emissões tem existido apenas para subsidiar alguns sectores (eg. cimenteiro), promovendo mesmo a retirada de competitividade às indústrias europeias, bem como um sem número de fraudes. Tudo isto faz com que o Mercado Europeu de Licenças de CO2 vá ter o mesmo destino do equivalente mercado americano: encerramento!

  7. Evolução irrealista da capacidade do sistema electroprodutor
    Os pressupostos relativos à evolução da capacidade do sistema electroprodutor são ainda mais criticáveis. Por um lado, já temos potência a mais. Isso é válido quer em termos de suportar os valores de ponta, onde a potência já suporta mais do dobro do requerido, quer em termos de suportar o consumo anual, onde a capacidade instalada é mais de três vezes superior à necessária. Por isso, a recente suspensão de mais licenciamentos é de louvar, apesar da capacidade do sistema electroprodutor continuar a aumentar no domínio da microprodução, que urge igualmente suspender o mais rapidamente possível. Por outro lado, a serem cumpridas as acções do PNAEE, na verdade é suposto que as suas consequências sejam a da diminuição do consumo de energia, e não do seu aumento! Por isso, é incompreensível que se aumente em mais 20% a potência total do sistema electroprodutor até 2020. Em particular, caso esse aumento venha efectivamente a existir, é muito importante que essa energia seja vendida em mercado aberto, sem qualquer subsidiação pública ou dos consumidores, nomeadamente através de tarifas feed-in.

  8. Retirada perigosa da PRO Térmica
    Em termos de PRO Térmica, a retirada das centrais de carvão afigura-se problemática. Em anos em que os recursos hídricos e eólicos sejam diminutos, como o foram simultaneamente este ano, é indesejável não existir capacidade térmica. Apostar unicamente em gás natural é colocar todos os ovos no mesmo cesto, o que é manifestamente arriscado. Tal decisão deveria ficar condicionada, nomeadamente, à prova e capacidade de utilização de reservas de gás natural em Portugal.

  9. Evolução indesejada da cogeração não-FER
    A estimativa de evolução da PRE estabelece um aumento reduzido mas prolongado, da cogeração não-FER. Num cenário de excesso de potência, tal não é desejável. Sendo certo que é conhecido que muita da produção em cogeração não cumpre os requisitos legais, o natural seria verificar-se uma diminuição nesta vertente. O facto de muita da cogeração não-FER ser ainda baseada em fuel-oil, devia levar a medidas de retirada de subsidiação, em vez do seu incremento. É incompreensível que se tenha feito um esforço de retirada do uso de fuel-oil, no Continente, para produção de electricidade, e se continue a subsidiar principescamente a sua utilização nos domínios da cogeração.

  10. Crescimento das eólicas é indesejável
    A estimativa de crescimento das eólicas no PRE é indesejável. O país já tem um excesso de eólicas, que desfiguram negativamente a paisagem de Portugal. Num cenário de excesso de capacidade instalada, e de uma maior eficiência energética, acrescentar ainda mais eólicas não tem justificação económica. Acresce o facto de que novos locais para instalação de eólicas serão necessariamente menos competitivos, em função da actual ocupação dos locais com maior potencial de vento. Qualquer cenário de sobreequipamento deverá significar a saída desses parques do PRE, directamente para o mercado livre. A eventual implementação de eólicas off-shore não deverá igualmente ser alocada no âmbito do PRE, devendo concorrer directamente em termos de mercado.

  11. Crescimento do solar fotovoltaico e termo-eléctrico é indesejável
    A estimativa de crescimento do solar fotovoltaico e solar termo-eléctrico no PRE é indesejável. Os custos são absolutamente astronómicos, e não deverá ser permitido que esses custos transitem para os consumidores/contribuintes. Ainda que seja cortada em mais de metade o crescidmento da capacidade neste domínio, é desejável que qualquer nova capacidade adicional nestes domínios não seja enquadrada no PRE, podendo eventualmente ser comercializada em mercado. Tal fomentará o desenvolvimento da tecnologia, ao contrário da massificação da subsidiação actual.

  12. Introdução da energia das ondas é indesejável
    A estimativa de crescimento da energia das ondas é igualmente indesejável. Depois do falhanço repetido desta tecnologia em Portugal, e noutros países, não faz sentido a utilização de uma tecnologia enquanto não estiver madura. Qualquer nova capacidade adicional nestes domínios não deverá ser enquadrada no PRE, podendo eventualmente ser comercializada em mercado.

  13. Perigo na promoção da cogeração
    Em relação à cogeração, mesmo que FER, e mesmo que como medida de backup, deve se ter especial cuidado na promoção desta tecnolgia, dado que é um dos factores que mais condiciona negativamente, neste momento, a evolução dos preços da electricidade. O documento refere, e bem, que tais medidas exigiriam algum grau de investimento público, pelo que não é certamente uma solução, de momento.

  14. Conflito na evolução do consumo de electricidade
    As previsões do consumo de Eletricidade, apontam para um crescimento de cerca de 7,4% entre 2010 e 2020. Com objectivos tão ambiciosos a nível do PNAEE, não é esta meta de crescimento anual demasiado elevada, especialmente a esperada entre 2015 e 2020?

  15. Estratégia perigosa de biocombustíveis
    A estratégia de aposta em biocombustíveis tem-se revelada um fracasso assinalável. A sua produção não é ambientavelmente e economicamente sustentável. A nível mundial, tem revelado igualmente um forte impacto na produção de alimentos, contribuindo para a criação de mais problemas, do que aqueles que efectivamente resolve. Em Portugal, a estratégia deveria passar primeiro por nos tornarmos auto-suficientes em termos alimentares, e só depois pensarmos em ocupar a agricultura a produzir ineficientemente este tipo de combustível.

  16. Eliminar microprodução
    Os subsídios efectuados no âmbito da microprodução são a forma mais anti-social de geração de energia eléctrica em Portugal. A microgeração é apenas para uma classe alta, com capacidade para suportar os custos de instalação, ou então empresas que se estão a aproveitar das tarifas feed-in escandalosas existentes. Os licenciamentos de microprodução subsidiada deveriam ser imediatamente suspensos.

  17. Promoção dos veículos eléctricos é anti-social
    A medida T1, relativa à promoção da aquisição de veículos eléctricos não é desejável. Os carros eléctricos são uma tecnologia ineficiente, cara, sem incorporação nacional, e destinados a uma classe média-alta, que não deveria ser subvencionada pelos restantes contribuintes. O reduzido potencial da medida, de apenas 2 ktep, significa que o retorno da medida, pura e simplesmente, não existirá. Igualmente anti-social seria autorizar a circulação de veículos eléctricos em faixas de rodagem reservadas a transportes públicos (BUS) ou faixas específicas, dado que mais uma vez estes carros só podem ser adquiridos por uma classe média-alta. O mesmo se aplica para a isenção do ISV e IUC, mais uma medida extremamente anti-social!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mau karma

A história dos carros eléctricos é uma novela das piores! Já a referimos aqui diversas vezes, na etiqueta dos automóveis. Todos os dias surgem novidades, mas a de hoje vai-me levar a falar do Fisker Karma. O carro é bem jeitozinho, como podem ver na imagem ao lado, mas custando nos Estados Unidos, mais de 100 000 dólares, é um brinquedo para ricos, como todos os carros eléctricos!

Como noutros casos, o motivo do post é mais um incêndio. Desta vez, aconteceu no Texas. Segundo o investigador principal dos bombeiros, o incêndio iniciou-se no Karma, espalhando-se depois ao resto da casa. Não se sabe o que motivou o incêndio, mas segundo o proprietário, tinha acabado de chegar, e em menos de três minutos, o incêndio começou, depois do dono ter sentido um cheiro a borracha queimada. O carro foi comprado no mês passado. O investigador refere as semelhanças com incêndios de carrinhos de golfe, também eles quase sempre eléctricos. Só em Houston parecem acontecer cerca de 50 incêndios nestes carrinhos eléctricos em miniatura, por ano!

Mas o segredo é a alma deste fogo. O investigador refere que cerca de 15 engenheiros estão a estudar a "cena do crime", sendo que as cenas de homicídio em que trabalhou no passado tinham menos secretismo... Pudera! A história por trás do Karma é absolutamente deplorável! É óbvio que a Fisker já se desresponsabilizou, mas o que se sabe é verdadeiramente nauseabundo!

Segundo este artigo, a Fisker recebeu mais de 500 milhões de dólares dos contribuintes americanos para produzir um veículo para ricos. A empresa tem um dos maiores suportes num fundo ligado ao Al Gore. As ligações ao Obama estão também por todo o lado. Apesar destes apoios, o carro é produzido na Finlândia. Algumas das poucas pessoas que empregava nos Estados Unidos foram despedidas. A empresa que fabrica as baterias, A123 Systems, também está na mó de baixa. E quando foi sujeito a testes, pela revista Consumer Reports, que comprou um, avariou! Tinha menos de 300 quilómetros, e foi a primeira vez que a revista, que compra cerca de 80 carros por ano, registou um carro a avariar antes mesmo de o começar a testar a sério! Muito mau karma:

quarta-feira, 9 de maio de 2012

I&D no Ecotretas

O Ecotretas é um espaço que procura evidenciar o disparate contínuo e alarmismo reinante no âmbito da Ecologia. A estratégia das batalhas climáticas tem sido a adequada até agora, na luta contra o que é talvez o maior lobi estabelecido, nacional e internacionalmente. Neste aspecto o Ecotretas está muito bem acompanhado, como o revelam os múltiplos blogs em Português com verdades ecológicas inconvenientes, que referencio à esquerda.

Mas há que dar um passo em frente! Muitos têm sido os leitores que me têm enviado múltipla informação, com cada vez mais leitores a procurarem evidenciar um valor acrescentado na informação que transmitem. Muitos procuram colaborar, mas desconhecem como podem contribuir mais, certamente por um problema de comunicação do Ecotretas.

Esta página, que ficará também fixa do lado esquerdo, servirá assim para divulgar os interesses de investigação em que o Ecotretas anda empenhado. São temas incómodos, que são escondidos, porque os alarmistas sabem que revelam uma Verdade Inconveniente. Por cada tema, enuncio os objectivos que se pretendem com tal investigação, bem como o apoio que peço aos leitores. No caso de poder contribuir, envie-me essas sugestões para ecotretas@gmail.com com indicação se quer ser referenciado pelo seu trabalho. Se sim, diga-me em que termos.

Esta página manter-se-á em permanente actualização, reflectindo as tarefas terminadas, bem como as novas ideias que irão certamente surgindo. Se tem ideias ou linhas de investigação, faça-mas chegar também! Vá passando pela página regularmente, para averiguar das novidades.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Facturas de Betão

A TVI, que tem dado um contributo muito importante para expor o que vai mal no domínio de ambiente (ver eg. o "Estado do Crime" e a "Máfia Lusitana"), superou-se ontem com o Repórter TVI, e a reportagem "Facturas de Betão". A reportagem aborda as contas do PNBEPH, mas não é por isso que se destaca das restantes reportagens que já vi na televisão portuguesa.

Carlos Enes, o repórter de serviço, fez o que um bom jornalista deve fazer: colocou as perguntas difíceis! E foi ver os entrevistados jogar na retranca! Particularmente impressionante foi a forma como Carlos Enes conseguiu encostar Nuno Ribeiro da Silva às cordas, sendo que António Sá da Costa foi mesmo vencido por KO.

Os leitores do Ecotretas sabem que eu sou a favor das barragens. Agora que temos excesso de eólicas, precisamos delas. Apesar dos problemas que têm, são uma melhor opção do que aventuras como o nuclear, e ainda servem para outros fins. O que há agora a fazer é envergonhar estes parasitas, e obrigar especialmente o sector da energia eólica a ser eficiente e a concorrer directamente no mercado. Eles estão a sentir a pressão e prova disso é a publicidade da APREN que anda no ar; afinal, eles agora sentem que a mama está a acabar, e esta reportagem de Carlos Enes muito contribui para isso!