terça-feira, 8 de setembro de 2009

Inauguração da A29

Será um momento único na ligação entre Lisboa e Porto. Um dos acontecimentos verdes de 2009. Porquê? Qualquer bom automobilista (ou camionista) que faça o percurso Lisboa-Porto, há muito que segue pela auto-estrada do litoral, em vez da tradicional A1. Não paga portagens entre Mira e Aveiro, entra ligeiramente na A1 entre Aveiro e Estarreja, e depois segue outra vez sem pagar até ao Porto...

Mas quem passar a fazer o percurso pela nova A29, vai melhorar muito a sua pegada ecológica. Por um lado, deixa de fazer gincana entre a auto-estrada do litoral e a A1. Com isso poupa alguns poucos quilómetros, mas sobretudo os acessos, e se não tiver Via Verde, o pára-arranca. Isso é particularmente verdade em determinadas alturas, sobretudo quando a saída da A1 para Estarreja está congestionada, e se queimam aí mais uns quilos de CO2. Já para não falar das rectas mais planas, com mais faixas, e com menos trânsito, que caracterizam a auto-estrada do litoral, que contribuem para manter uma velocidade mais estável, logo com menos emissões... Para quem não tem Via Verde, as poupanças são ainda maiores para o ambiente, pois não consome um ticket de papel, nem recebe o papel da factura, no pagamento logo a seguir. Duvido que o custo do papel compense os 75 cêntimos de tão pequeno trajecto!

Mas se a pegada ecológica não é suficiente para o convencer, em vez de pagar 19.55 pela viagem Lisboa-Porto na A1, pague apenas 15.90 entre Loures e Mira. Aproveite o desconto de quase 20%, enquanto houver SCUT para aqueles lados!

Actualização 11/Setembro: Já podem reforçar a poupança, pois foi inaugurada esta madrugada.

domingo, 6 de setembro de 2009

Escândalo do REDD

Os esquemas do mercado de créditos de carbono são a primeira visão que qualquer pessoa lúcida consegue imaginar, quando entende o conceito. Daí à prática de fraude é um instante, e o escândalo que está a surgir para os lados das antípodas é apenas um exemplo. Uma empresa australiana, a Carbon Planet, está envolvida em falsificações de certificados de carbono, na Papua Nova Guiné, que envolvem um montante de 100 milhões de dólares. O responsável na Papua pelas Alterações Climáticas, Theo Yasause, já foi entretanto despedido.

O problema assume uma importância ainda maior quando a Ministra Australiana das Alterações Climáticas, Penny Wong, está a tentar incluir as florestas da Indonésia e Papua Nova Guiné no mercado de carbono. O esquema chama-se REDD (Reduced Emissions from Deforestation and Degradation), e foi inicialmente lançado pelo Brasil. Vários países pretendem que o REDD adquira reconhecimento oficial em Copenhaga, mas a esta velocidade, alguém nos livra deles?

www.smh.com.au/environment/australian-firm-linked-to-pngs-100m-carbon-trading-scandal-20090903-fa2y.html

sábado, 5 de setembro de 2009

O que tu queres sei eu

Com a cimeira de Copenhaga aqui tão perto, os motores já aceleram e todos procuram posicionar-se na pole-position. O primeiro-minitro etíope Meles Zenawi, que lidera os negociadores climáticos do continente africano, em eleição efectuada pela União Africana, afirmou que "se fôr necessário, estão preparados para abandonar quaisquer negociações que sejam uma nova violação para o seu continente".

O que exige Zenawi? Menos CO2? Mais Cap&Trade? Não. O que ele quer é mais 300 mil milhões de dólares americanos para aqueles lados! Ou seja, 0.5% do Produto Interno Bruto dos países desenvolvidos...

www.nation.co.ke/News/africa/-/1066/652268/-/136yiq1z/-/

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cambada de terroristas


O que é a WWF senão uma cambada de terroristas? Vejam o video em cima, que mostra uma imagem animada do ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001, com dois aviões a colidirem contra as torres gémeas. Como se 2819 mortes não fossem suficientes, a WWF Brasil pediu mais na animação, e vê-se então dezenas (centenas?) de aviões kamikaze a mergulharem sobre Nova Iorque. A pretexto de um tsunami, que matou muitos mais...

Actualização: A DDB do Brasil foi a agência que produziu o vídeo. Já assumiram a bronca! Mas no Youtube aparece uma mensagem a dizer que eles reclamaram o copyright. O vídeo também concorreu em Cannes... Andam a fugir com o rabo à seringa? Felizmente, o acto terrorista/publicitário não desaparece facilmente. Pode ser visto aqui: http://creativity-online.com/work/wwf-tsunami-%28tvc%29/17193. Diversos aspectos da saga podem ser vistos aqui: http://creativity-online.com/news/ddb-brazils-tsunami-ads-cause-industry-controversy/138792

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Re-edição da derrota?

O presidentre da Câmara de Lisboa pretende re-editar a sua célebre corrida, do burro contra o Ferrari, quando foi candidato à Camara de Loures, no longínquo ano de 1993. Agora, vai ser uma corrida entre o Ferrari e o metro! Por analogia, o burro é o metro... Como é óbvio, os políticos perseguem apenas ideias estúpidas, para poder aparecer nas televisões...

Mas centremos as atenções na corrida. De onde partirá o Ferrari e onde chegará? Será do Bairro Alto para o Castelo? Ou então do aeroporto para o Ritz? Mas o metro não chega lá, que chatice! O que António Costa provavelmente persegue é uma re-edição da derrota de 1993, em que perdeu a Câmara por umas poucas dezenas de votos. E se o Ferrari ganha???

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1351039&seccao=Sul

Obama enfurece ambientalistas

Andrew Freedman sugeriu ontem no Washington Post, num artigo absolutamente surpreendente, que Barack Obama é o responsável pelo falhanço que o movimento do Aquecimento Global está a ter! Aliás, no primeiro parágrafo acaba por elogiar indirectamente George W. Bush, que por esta altura do seu mandato já tinha efectuado três discursos dirigidos ao tema do clima, enquanto o actual presidente dos Estados Unidos mal se referiu ao tema...

Freedman, que é um jornalista ambiental, acrescenta que a influência de diversos grupos de cépticos é incrementada pelo "low profile" da Casa Branca no tema. Por isso, Freedman é claro: o Obama tem que fazer um discurso, e já! Porque ele sabe que apenas prosseguindo a mentira, ao mais alto nível, se vai continuar a manter o pavor no planeta, visando impedir que aumente na população o conhecimento real dos factos. Freedman sugere mesmo ao Presidente que se desloque a um laboratório ou agência federal de investigação (subversão?) climática, ou então a algum local que esteja particularmente afectado pelo Aquecimento Global. Que estão em claro declínio, com a maior quantidade de gelo no Árctico, ou a redução preocupante de furacões este ano...

Leiam, que vale a pena!

http://voices.washingtonpost.com/capitalweathergang/2009/09/obama_needs_to_give_a_climate.html

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Lâmpadas mentirosas

Começou hoje a retirada das lâmpadas incandescentes, para serem substituídas pelas lâmpadas economizadoras, também conhecidas por fluorescentes compactas. A ordem vem da União Europeia, como é costume.

Qual é a lógica? Muito simples: a de que os consumidores são estúpidos! Eles são incapazes de comprar as outras, porque são muito mais caras... Portanto, para os obrigar a comprar as novas, proibem-se as existentes. Não interessa que as novas sejam a nova mina de mercúrio que vai andar por aí a empestar o ambiente; não interessa que não caibam nos locais onde as outras cabiam; não interessa que causem problemas à visão humana; não interessa que sejam eficientes apenas um minuto depois de serem ligadas; não interessa que os trabalhadores chineses estejam a ser envenenados no processo de fabrico. A lista continua e continua...

Mas agora, há mais uma fonte de preocupação. Afinal, temos vindo a ser aldrabados nas suas reais vantagens. Um estudo simples efectuado no Reino Unido confirma aquilo que já quase todos verificamos: que a luz produzida pelas compactas fluorescentes é muito inferior ao que é advogado pelos fabricantes. Quando se diz que uma lâmpada CFL de 11W corresponde à de uma lâmpada incandescente de 60W, estamos a ser enganados!

Resumindo, uma lâmpada CFL de 11W produz apenas 58% da iluminação de uma lâmpada equivalente de 60W, mesmo depois de 10 minutos de aquecimento! Até a Comissão Europeia concorda, referindo que os fabricantes fazem afirmações exageradas sobre a capacidade de iluminação de tais lâmpadas economizadoras.

Os resultados detalhados são esclarecedores:

Incandescentes tradicionais
-Osram 60W (700 lumens) – 126 lux
-Philips 60 W (700 lumens) - 114 lux
-Tesco 60W (700 lumens) – 122 lux
-Maxim Pearl 60W pearled (no lumen info) – 101 lux

Compactas fluorescentes (supostamente equivalentes a 60W)
-Philips 12W T60 Softone (610 lumens) – 77 lux
-Southern Electric/GE 11W (610 lumens) – 79 lux
-Tesco Greener living stick 11W (640 lumens) – 70 lux
-Eveready Energy Saver 11W (no lumen info) – 60 lux
-Osram Duluxstar 11W (600 lumens) – 67 lux

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398578
www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/eu/6110547/Energy-saving-light-bulbs-offer-dim-future.html