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domingo, 11 de março de 2012

Previsões de petróleo

Rui Rodrigues, um dos autores do maquinistas.org, têm mantido comigo uma troca interessante de emails. Na sua boa vontade, chamou-me a atenção para um artigo que escreveu no Público, em vésperas das eleições legislativas de 2011. Obviamente, o seu objectivo na altura era ainda culpar o cavaquismo pela desgraça que sabemos herdada do Sócrates, e seus compinchas.

Rui Rodrigues referencia no artigo um obscuro, mas interessante livro designado "Energia 1995-2015. Estratégia para o Sector Energético", editado em Março de 2006 pela Direcção Geral de Energia, do então Ministério da Indústria e Energia. Dizia-se aí que o preço do petróleo seria de 23, 28 e 28 dólares, para os anos de 2000, 2005 e 2015, respectivamente. Note-se que as previsões não bateram certo com a evolução verificada.

Rui Rodrigues, infantilmente, prosseguiu com a premissa de que todos os erros da política de transportes derivavam dos dados nesse documento, como se alguém lhe tivesse dado a mínima importância. E como defensor da ferrovia, Rui Rodrigues critica então o maior investimento na rodovia.

Porque é esta abordagem infantil? Primeiro, porque quem mais estimulou as auto-estradas em Portugal, e mais concretamente as SCUTs, foram os governos do PS, e especialmente de António Guterres. Como se pode ver na imagem seguinte, com a evolução dos quilómetros de auto-estrada em Portugal, com dados do Eurostat (nota para a ausência de valores entre 2003 e 2005, mas irrelevante neste contexto), atribuir ao governo de Cavaco, aos seus ministros e secretários de estado, o desvario das PPPs, SCUTs e auto-estradas é, pura e simplesmente, ridículo!


Este raciocínio tem-se espalhado devagar, dada a sua infantilidade. Veja-se todavia o recente exemplo de António Cerveira Pinto, que lamentavelmente não faz a menor ideia de quem e como nos desgovernaram nos últimos 15 anos:

O cavaquismo tardio planeou a nossa euforia económica e felicidade cultural apostando num cenário macro-económico assente em futuros barris de petróleo a custarem, em 2015, 28 dólares!
Autoestradas, pontes e aeroportos, barragens inúteis e assassinas, estádios impagáveis e rotundas estúpidas, seriam o mato ideal para engordar as ratazanas e os populistas de serviço. Acontece que o dito ouro negro ultrapassou as 100 notas verdes e tudo indica que não só não voltará a ser barato, como será cada vez mais caro. Portugal, dada a ignara irresponsabilidade de economistas, engenheiros e políticos (e a sempre avidez das ratazanas), precisa de 120 milhões de barris de petróleo por ano para manter o seu imprevidente e inviável estilo de vida. Na previsão irrealista do último governo de Cavaco Silva e dos que lhe seguiram as pisadas, o país deveria estar a gastar em 2015 qualquer coisa como 3.360.000.000 de dólares em importações de petróleo. No entanto, a verdade dos factos em 2012 andará certamente acima dos $12.000.000.000!

Mas, enfim, eles ainda se poderiam gabar de ter descoberto que afinal o problema destes anos todos, não foi de quem nos efectivamente enterrou, mas sim uma previsão num livro obscuro, com tiragem limitada, e que praticamente ninguém terá lido! Para estes tretas, a recomendação de leitura pode ser muito diversa. Podem começar por estas previsões justamente de 1995. Noutro documento podemos igualmente ver como as previsões passadas, mesmo num cenário mais estável, não saíram grande espingarda. Muitos mais haverá na Internet...

Mas onde eles deveriam ir é ao International Energy Outlook de 2001, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, de onde retirei o quadro abaixo, da página 41 do documento (53 do PDF). Em pleno pântano de António Guterres, mais de cinco anos depois do obscuro livro de 1995, estão aqui visíveis as projecções do preço do petróleo até 2020 (clicar para ver melhor):


Note-se como entidades como a Standard & Poor's, a Agência Internacional da Energia, Deutsche Bank, e o próprio Departamento de Energia, dão valores inferiores aos da previsão portuguesa! Pasme-se! Para estas grandes instituições internacionais, o preço mais elevado do barril de petróleo que poderíamos esperar para 2020 seria de 28.42 dólares americanos!

De quem é a culpa afinal?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Previsões vergonhosas do Instituto de Meteorologia

O Instituto de Meteorologia lançou ontem, com grande fanfarronice, e papagueado pelos do costume, os cenários climáticos para o continente no século XXI. A motivação é simples (realces da minha responsabilidade):

Por forma a contribuir cientificamente para a sustentação destas medidas de adaptação, o Instituto de Meteorologia, I.P. desenvolveu, em parceria com o Instituto Dom Luiz da Universidade de Lisboa e integrado no consórcio Europeu ECEARTH, a realização de cenários globais para o clima de Portugal continental, cujos resultados serão igualmente integrados no próximo relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).

Quando cheguei à parte dos gráficos, entrei praticamente em choque com as imagens das anomalias de precipitação e temperatura até 2100:


O primeiro problema começa quando o Instituto de Meteorologia avança referindo um estudo supostamente recente, mas em que depois se verifica que os cenários futuros afinal começam em 2006! Será que o Instituto de Meteorologia não tem dados mais recentes? Mas se se ampliarem os gráficos, como se observa abaixo, rapidamente se percebe que a curva preta, que segundo o IM corresponde ao "período de 1850-2005", afinal termina em 2000!

Sobre o gráfico da anomalia de precipitação, o primeiro acima, nem é preciso verificar o que quer que seja. O Instituto de Meteorologia utilizou dois cenários, o cenário RCP4.5 (menos gravoso) e RCP8.5 (mais gravoso). Mas reparem que, em grande parte das próximas décadas, quando um vai para cima, o outro vai para baixo! O leitor é capaz de se imaginar a fazer uns rabiscos no gráfico, e a fazer uma previsão igualmente válida? Ou então imaginar como seria o gráfico se o Aquecimento Global/Alterações Climáticas pudessem ser resolvidas com um estalar de dedos? Será que ficaria uma recta horizontal, como aquela que aparece nos monitores cardíacos quando um paciente morre?

Quanto às temperaturas, a escandaleira é ainda maior! Comecemos pela imagem à esquerda abaixo (clicar nas imagens para observar em maior detalhe ainda), retirada da página 5 do Boletim Climatológico do Ano 2010, e que representa a variabilidade da temperatura média anual em Portugal Continental. Agora, vejam na imagem da direita a ampliação da imagem acima. Vejam primeiro como conseguiram acelerar a subida! Mas a aldrabice é fácil de desmontar se verificarmos que as médias de 2006 e 2011 (este ano foi precisamente de 16.00ºC) foram praticamente idênticas aos valores de 1948 (que também registou exactamente 16.00ºC!) e 1949. Vejam onde ficam estes dois anos recentes no gráfico abaixo:


Agora se repararem que os outros anos da década passada foram bastante inferiores aos de 2006 e 2011, a desmontagem das previsões está completa! É preciso ter muita lata, e ser muito incompetente, para publicitar estes gráficos da treta!

domingo, 17 de julho de 2011

Previsões da treta para o rio Colorado

Os alarmistas estão a sofrer com as consequências das suas previsões! As ameaças das secas têm sido uma constante, incluindo obviamente em Portugal. Mas por cá já se provou que estas previsões são tão válidas como eu dizer que vai chover num qualquer dia de Verão. Posso acertar, mas o mais certo é enganar-me!

Nos Estados Unidos, o cenário é obviamente semelhante. Em Janeiro de 2008, Barnett e Pierce, do Scripps Institution of Oceanography, publicaram um artigo intitulado "When will Lake Mead go dry?". Lake Mead é o maior reservatório artificial dos Estados Unidos, e conjuntamente com Lake Powell, são os dois maiores lagos artificais dos Estados Unidos. No artigo, prognostica-se que a capacidade útil dos dois lagos desapareça em 2013 (10% de probabilidade) ou 2021 (50% de probabilidade)...

O problema é que eles só contavam com o Aquecimento Global... O que os modelos não previram foi a quantidade recorde de neve que caiu este ano nas Montanhas Rochosas. Segundo o NCDC, no estado de Washington, as temperaturas do segundo trimestre foram as mais baixas dos últimos 117 anos, enquanto no Oregon, idem, idem, aspas, aspas.

O resultado: o nível de Lake Powell já subiu cerca de 14 metros este ano, enquanto em Lake Mead a subida é menor, por estar a jusante no rio Colorado, mas igualmente muito significativa. E a subida continua imparável, prevendo-se o nível mais elevado da última década, em função da quantidade de neve que falta derreter.

Por isso, as previsões da treta são agora uma miragem. As imagens de cientistas da treta estão agora debaixo de água! O que os alarmistas não reconhecem é que as suas previsões tem falhado repetidamente!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A História repete-se!

No Espectador Interessado, via Real Science, podemos ver que sempre existiram alterações climáticas. Há ligeiramente mais de 200 anos, Thomas Jefferson escrevia:

Está a ter lugar uma alteração no clima com toda a certeza. Quer o calor quer o frio estão a moderar-se a avaliar pelo que os homens de meia-idade se recordam, e as neves estão a tornar-se menos frequentes e menos intensas.

Uns anos depois, o mesmo Jefferson anunciava:

A neve é praticamente uma coisa do passado

Vejam mais nos seus escritos. O que dirão os grandes especialistas daqui a 200 anos? Que o calor será uma coisinha do passado? Espero que não!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Previsões criminosas

Um leitor indisposto indignou-se contra a minha referência às políticas criminosas na Austrália. A maioria das pessoas não sabe que hoje é muito fácil desmascarar esta gente? Pois bem, basta umas poucas pesquisas no Google para encontrar pérolas, autênticas previsões criminosas... Coisa que está a ser feita por muitos bloggers internacionais.. Por isso deixo aqui a minha contribuição, do tretas Tim Flannery (a quem os donos dos carros, no vídeo abaixo, podem aproveitar para mandar a factura?), nesta sua contribuição para a New Scientist, em Junho de 2007 (realces da minha responsabilidade):

Over the past 50 years southern Australia has lost about 20 per cent of its rainfall, and one cause is almost certainly global warming. Similar losses have been experienced in eastern Australia, and although the science is less certain it is probable that global warming is behind these losses too. But by far the most dangerous trend is the decline in the flow of Australian rivers: it has fallen by around 70 per cent in recent decades, so dams no longer fill even when it does rain. Growing evidence suggests that hotter soils, caused directly by global warming, have increased evaporation and transpiration and that the change is permanent. I believe the first thing Australians need to do is to stop worrying about "the drought" - which is transient - and start talking about the new climate.

The cities need drought-proofing by, for example, installing water tanks in all dwellings that can accept them. Because in affected areas the decline in river flow is three times that in rainfall, water tanks that use roofs as catchments are now far more effective than dams for supplying drinking water in cities such as Sydney and Brisbane.

Desalination plants can provide insurance against drought. In Adelaide, Sydney and Brisbane, water supplies are so low they need desalinated water urgently, possibly in as little as 18 months. Of course, these plants should be supplied by zero-carbon power sources.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Políticas criminosas na Austrália

Já nos tínhamos referido às inundações na Austrália, na semana passada. Num país em que a Religião Verde tem muitos seguidores, e as previsões passadas foram dantescas, como as de Tim Flannery, a enorme quantidade de precipitação gera uma confusão ainda maior...

Naquilo que parecem ser as piores inundações em 120 anos, e cuja história recente de cheias em Brisbane são visíveis no gráfico acima (dados retirados daqui), devemos observar como os habitantes até estão confundidos com o "Aquecimento Global" (realces da minha responsabilidade):

"Seria irónico se não fosse tão trágico. Toowoomba está localizada na cratera de um vulcão extinto, cerca de 610 metros acima do nível do mar, e enfrentámos dez anos de seca. Não tivemos água nem para lavar o carro durante os últimos dez anos", explicou um habitante da chamada "cidade jardim", Charlie Green, à BBC.

As barragens da zona de Brisbane estão a 99.9%, chegando-se a atingir um conceito difícil, que é o de barragens a 154.7%, como é o caso de Somerset... Pessoas a viver em Brisbane não podem deixar de evidenciar mais previsões da treta, que agora se vão virar contra os seus autores...

Infelizmente, as notícias que nos chegam, dão conta de que essas previsões foram cegamente seguidas pelos políticos, que em vez de construir barragens, construiram centrais de dessalinização... Com as muitas mortes provocadas por estas políticas, é necessário confrontar esses políticos com estas mortes! E não deixar os profetas virar o bico ao prego...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Aposta entre Simmons e Tierney

Matthew Simmons é o autor do livro "Twilight in the Desert", que em 2005 passava a mensagem catastrofista do esgotamento do petróleo... John Tierney é um colunista do New York Times, mas daqueles à antiga, que não engole grandes baboseiras... Tierney observou estupefacto os comentários de Simmons numa entrevista ao New York Times, "The Breaking Point". Depois deu-lhe um toque, e perguntou-lhe se acreditava no que dizia, ao ponto de fazer uma aposta. Dois dias depois, a 23 de Agosto de 2005, edita uma notícia com os termos da aposta:

Mr. Simmons said he favored a simpler wager, based on his expectation that the price of oil, now about $65 per barrel, would more than triple during the next five years. He said he'd bet that the price in 2010, when adjusted for inflation so it's stated in 2005 dollars, would be at least $200 per barrel.

Remembering a tip from Julian, I suggested that we use the average price for the whole year of 2010 instead of the price on any particular date - that way, neither of us would be vulnerable to a sudden short-term swing as the market reacted to some unexpected news. Mr. Simmons agreed, and we sealed the deal by e-mail.

Como qualquer um que siga o mercado do petróleo, é fácil perceber que Tierney vai seguir as pegadas de Julian Simon. Matthew Simmons infelizmente morreu em Agosto, provavelmente de desgosto, mas na semana passada, os seus amigos concordaram que Tierney é o vencedor da aposta.

Por isso, é com surpresa que assisto a saltos para o abismo de pessoas que não fazem a menor ideia do que se passa. Como Miguel Madeira, que queria fazer uma aposta sobre o Aquecimento Global... Ele na altura não conhecia o Ecotretas, apenas os Insurgentes... Foi por estes últimos que tomei nota da loucura do Madeira, que num cenário de "La Niña" e num texto de miúdo do segundo ciclo, tenta arranjar alguém para apostar até Maio de 2011!!! E isto com base nos dados "massajados" do GISS da NASA??? Não tardaram a surgir comentários a desancar no coitado do Miguel, tal a "cretinice" da aposta...

Ontem Miguel contra-atacou, argumentando que a sua aposta se inspirava na aposta Ehrlich-Simon. Será que ele não se sabe enterrar ainda mais, ou pensaria ele que assim vingaria o curriculum desastroso das previsões de Ehrlich? Talvez ele agora descubra a aposta Tierney-Simmons, e ganhe juízo!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fim do Mundo no final de 2016

Quando eu pensava que não era possível ser mais estúpido que o Príncipe Carlos, que ainda no início desta semana referenciava, com as suas previsões da treta, um leitor chamou-me a atenção para o site www.onehundredmonths.org. Para Andrew Simms, da NEF (New Economics Foundation), em Agosto de 2008 tínhamos 100 meses para evitar uma qualquer desgraça para o Planeta. E já passaram 25 meses, como o tretas celebrou no início deste mês, na sua coluna mensal do alarmista Guardian.

É assim que se celebra a ciência climática. Visitem a página dos 100 meses acima, e foquem com atenção o contador. Deixem-se hipnotizar pelo contador decrescente, que acelera a fim dos Mundos. E tenham MEDO, MUITO MEDO, pois o fim está cada vez mais próximo. Para estes, mais próximo ainda que o do Príncipe Carlos...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tim Flannery exposto

Já aqui falamos dos azares que rodeiam os pseudo-adivinhos como Tim Flannery. Eles bem queriam enfiar a cabeça num buraco, como o faz a avestruz, mas tem que ser chamados à razão!

Foi o que lhe aconteceu numa entrevista numa rádio australiana, no mês passado. Se não quiserem ouvir, podem ver a transcrição aqui. A conversa decorreu com Andrew Bolt, que havia exposto o tretas Flannery neste post, com a transcrição das suas previsões aberrantes. Duas das mais aberrantes incluem:

A qualidade destes tretas mede-se pela forma desplicente como respondem às perguntas. Veja-se como Flannery responde às afirmações que produziu relativas à subida do nível dos mares, de 25 metros:

Bolt: You warn about sea level rises up to an eight-storey building. How soon will that happen?
Flannery: Asking that question is it’s a bit like asking a stock analyst when the next stock market crash is going to happen and how big it’s going to be. No one can. We can all see the underlying weakness in the market in the months before the crash..
Bolt: Thousands of years?
Flannery: Could be thousands of years.
Bolt: Tens of thousands of years?
Flannery: Could be hundreds of years.
Bolt: Hundreds of years?
Flannery: It could be hundreds of years. The thermo- dynamics of ice sheets are very, very difficult to predict., but what we do know when we look back is the fossil record is that when the world is a degree or two warmer than it is now seal levels rise very significantly - between four and 14 metres above where they are. We can’t say how long it takes for that rise to happen because the fossil record just isn’t good enough, it isn’t accurate enough…

domingo, 4 de julho de 2010

Previsões da treta

No blog de Luboš Motl, descobri o documento ao lado. De 1969, de um senador democrata (Daniel Patrick Moynihan), para o Governo de Nixon, alerta-se para o problema do dióxido de carbono. Então, como agora, o que estava a dar era ser alarmista. Mas como já passou tempo suficiente, já podemos ver como se comportaram as previsões:

Aumento
Previsto
Aumento
real
Erro
percentual
CO281 ppm45 ppm80%
Temperatura3.9 °C0.3 °C1200%
Subida Mar305 cm10 cm2950%

Como se pode perceber, as previsões sairam completamente furadas. Algo que voltará a acontecer em 2020, 2050, 2100, e por aí fora...

terça-feira, 11 de maio de 2010

As verdades da ciência climática

Hubert Lamb foi o fundador da CRU (Climatic Research Unit), em 1971, da Universidade de East Anglia, a Universidade no centro do Climate Gate. Lamb foi considerado como o "Homem do Gelo", pela sua defesa da teoria do Arrefecimento Global, na década de 1970. Como se pode ver no artigo de jornal ao lado, as suas previsões iniciais, como a dos grandes cientistas climáticos, eram um autêntico desastre!

Talvez Lamb tenha tido consciência dos disparates. E depois de um Verão quentinho no Reino Unido, ele achou que estava na hora de mudar o rumo 180º. Conforme pode ser visto num livro sobre a história da Universidade, não há dúvidas que ele era um troca-tintas:

Professor Lamb came to Norwich as "the ice man", attracting much attention for his prophecy of world cooling and a future ice age within 10,000 years. Within a few years in Norwich, in which the heat wave of 1975-76 had intervened, he had switched to warning of global warming with dire predictions of forest and crop belts being shifted, melting ice caps and drowned cities.

Mas, o que pode fazer um cientista mudar tão rapidamente de opiniões? Os dados, o tempo, etc.? Não, a explicação é muito mais simples, e retirada também do livro acima referenciado:

A holocaust within a century was an even more exciting prospect than an ice age in ten millennia and it all helped to shape contemporary attitudes to global warming.

Como percebemos recentemente com o ClimateGate, os seus discípulos apreenderam a dominar esta pseudo-ciência com o seu mestre!

sábado, 8 de maio de 2010

As Alterações Climáticas secretas

Descobri na net um documento já do ano passado, mas que nos dá que pensar. A CIA, essa mesma, elaborou um documento em 1974 sobre as alterações climáticas. O sumário inicial não deixa dúvidas sobre o resto do documento:

The western world’s leading climatologists have confirmed recent reports of a detrimental global climate change. The stability of most nations is based on a dependable source of food, but this stability will not be possible under this new climate era. A forecast by the University of Wisconsin projects that the Earth's climate is returning to that of the neo-boreal era (1600-1850) - an era of drought, famine, and political unrest in the western world.

É claro que a previsão foi errada. Mas a análise que o documento faz, até em termos históricos, é que é a parte mais interessante. Ficamos a saber que o Aquecimento Global até nos traz paz e sossego, porque a alimentação dos povos está assegurada:

Climate has not been a prime consideration of Intelligence analysis because, until recently, it has not caused any significant perturbations to the status of major nations. This is so because during 50 of the last '60 years the Earth has, on the average, enjoyed the best agricultural climate since the eleventh century. An early twentieth century world food surplus hindered U.S. efforts to maintain and equalize farm production and incomes. Climate and its affect on world food production was considered to be only a minor factor not worth consideration in the complicated equation of country assessment. Food production, to meet the growing demands of a geometrically expanding world population, was always considered to be a question of matching technology and science to the problem.

E eles até reconhecem uma das receitas para o sucesso de nós, Portugueses, há mais de 500 anos atrás. Deve ser o primeiro documento de Americanos onde vejo esta verdade, tão pouco conhecida, exposta:

The governments and people of northern Europe once struggled to survive in an environment of persistent crop failure and declining population. On the other hand, Spain, Portugal, and Italy enjoyed a golden age. Their climate assured them of a reliable base for food production. The German states, Russia, the other Slavic nations, and to a certain extent even England and France, lived in the twilight of permanent winter.

O documento é extraordinário. Recomendo a sua leitura integral, para aqueles que pensam que o Aquecimento Global é mau. Eu, depois de ler as desgraças advindas do Arrefecimento Global, quero é calorzinho!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Apostar no ambiente

Paul Ehrlich é um dos maiores tretas do movimento ambientalista, e parece até ter ressucitado recentemente, provavelmente por via do aniversário do dia da Terra. Para além de ter previsto quase tudo de forma errada, Paul Ehrlich cometeu um erro estratégico verdadeiramente estúpido: resolveu apostar no ambiente!

A história completa conta-se em poucos minutos. Resumindo, um economista americano, Julian Simon, resolveu apostar como Ehrlich estava errado na evolução da escassez e respectivos preços de matérias primas consideradas escassas. Simon desafiou Ehrlich a escolher 5 metais, tendo sido escolhidos o cobre, crómio, níquel, estanho e tungsténio. A aposta consistiu em comprar virtualmente 200 dólares de cada um dos metais, aos preços de 1980. Se o preço 10 anos depois (1990) fosse superior, Simon cobriria a diferença a Ehrlich , enquanto que se o valor fosse inferior, Ehrlich pagaria a diferença a Simon.

Em 1990, todos os cinco metais, sem excepção, tinham descido de preço! Aliás, continuaram a descer nos anos subsequentes, como pode ser visto pelo gráfico acima. Ehrlich, em Outubro de 1990, passou um cheque de $576.07 a Simon...

domingo, 14 de março de 2010

Previsões do dia da Terra

O dia da Terra está apenas a umas semanas de distância. Interessa pois, antecipar a comemoração dos seus 40 anos com as previsões efectuadas em 1970! Estas previsões tem sido alvo da chacota total, nomeadamente nas comemorações anteriores, mas numa comemoração tão especial, que certamente será recheada de mais cenários catastrofistas, não nos podemos esquecer delas! Vamo-nos concentrar neste artigo nas previsões relativas à poluição atmosférica.

Paul Ehrlich, um dos tretas-mor da altura, tinha umas visões eloquentes em Abril de 1970, na revista Mademoiselle:

Air pollution is certainly going to take hundreds of thousands of lives in the next few years alone,

O mesmo Ehrlich previu em 1973 que 200.000 americanos morreriam de poluição, e que em 1980 a esperança de vida dos Americanos seria de 42 anos!

Na revista Life Magazine, de Janeiro de 1970, há mais previsões arrebatadoras:

In a decade, urban dwellers will have to wear gas masks to survive air pollution
(...)
By 1985, air pollution will have reduced the amount of sunlight reaching earth by one half
(...)
Increased carbon dioxide in the atmosphere will affect the earth's temperature, leading to mass flooding or a new ice age

Um outro ecologista, Kenneth Watt, foi ainda mais longe:

At the present rate of nitrogen buildup, it’s only a matter of time before light will be filtered out of the atmosphere and none of our land will be usable.

40 anos depois, a população dos Estados Unidos aumentou mais de 50%, a quantidade de milhas conduzidas aumentou 160%, e o PIB aumentou 204%. Mas como podem ver pelo gráfico acima, a qualidade do ar melhorou de forma muito significativa! E o gráfico não recua até 1970, quando a realidade era ainda pior!

Como é possível que estes tretas ainda andem por aí a assustar-nos? Mas não há dúvidas, mais previsões da treta estão na forja, e delas não escaparemos novamente este ano.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A história dos pioneiros: Paul Ehrlich

A religião ecológica e a mentalidade dos talibans tem muito em comum! Partem do princípio de ser contra tudo o que é moderno, e em ambos os casos, um regresso às práticas da Idade Média seria o mais adequado. Claro que muitos ambientalistas actuais tentam embelezar as suas teorias anti-modernas...

É preciso regressar aos ensinamentos dos seus pioneiros, para perceber verdadeiramente as suas doentias teologias. No caso da ecologia, Paul Ralph Ehrlich foi um deles. Escreveu "The Population Bomb" em 1968, o qual tem as suas fundações no Sierra Club, a organização ambiental mais antiga dos Estados Unidos, e da qual a sua mullher foi directora. No livro, Ehrlich defende a ideia de que o planeta não comportava mais humanos. O livro começa com estas eloquentes frases:

The battle to feed all of humanity is over. In the 1970s and 1980s hundreds of millions of people will starve to death in spite of any crash programs embarked upon now. At this late date nothing can prevent a substantial increase in the world death rate...

Na entrada do Wikipedia sobre o livro, pode verificar-se como as suas previsões não se verificaram. Hoje, a população do planeta é sensivelmente o dobro da de 1968, e as tragédias imaginadas não se verificaram porque o Homem é capaz de superar desafios muito mais complexos que o que Ehrlich sonhou. Mas é capaz de o fazer quando deixa de pensar nas práticas da Idade Média.

Para aqueles que não conhecem a história, deixo ao lado um artigo com quase 40 anos (1972), escrito num jornal americano, sobre Ehrlich. Reparem nos seguintes dois extractos, e fiquem preocupados, sempre preocupados!

The 39-year-old professor did not favor the soft-sell approach to environmental and population control. In 1969, he said that if voluntary birth reduction methods did not work a nation might have to resort to "the addition of a temporary sterilant to staple food or to the water supply".

"An 'Americanized' China," they wrote, "would consume nearly eight billion metric tons of coal equivalent in energy each year, more than the present total world consumption...these numbers mean that raising Chinese energy consumption to the American level would amount to doubling the environment impact of homo sapiens. Indeed, just the concentrated release of heat in parts of China containing most of the population could lead to major, unpredictable climatic effects."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Fim do Mundo

Há por aí um filme a anunciar o fim do mundo. Por isso, inicio aqui uma série de previsões da treta, efectuadas por algumas personagens supostamente importantes. E não podia deixar de começar pelo Príncipe Carlos, que anunciou há exactamente 18 meses que vinham aí uma série de desastres naturais, se não salvássemos as florestas tropicais. Estas, coitadas, continuaram a ser dizimadas, e? Vejamos as suas previsões:

Segundo as contas dele, ou acaba agora, ou em Julho de 2017... Mas não em 2012!