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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

CRUTEM3 e Portugal

Foram disponibilizados, com grande fanfarronice, os dados da base de dados CRUTEM3. Esta base de dados é aquela que é mantida pelos cientistas do Climategate, e facilmente agora se percebe a "junk science" que eles têm vindo a praticar! Na tabela seguinte, podemos começar por ver como os dados da realidade portuguesa estão actualizados:

EstaçãoAno InícioAno Fim
085030/Corvo19611970
085060/Horta19202008
085130/Ponta Delgada18652008
085150/Santa Maria19612005
085220/Funchal19002011
085240/Porto Santo19402011
085300/Cabo Carvoeiro19611990
085350/Lisboa18642011
085377/Sintra Granja19391960
085380/Sagres19611970
085430/Viana do Castelo19611990
085450/Porto19611980
085030/Coimbra18662002
085540/Faro19612008
085570/Évora19612000
085620/Beja19612000
085660/Vila Real19611990
085680/Penhas Douradas19611990
085710/Portalegre19612000
085750/Bragança19612011
085030/Serro do Pilar19011930

Da tabela facilmente se observa que as temperaturas que contribuem para o Aquecimento Global actual, são apenas as do Funchal, Porto Santo, Lisboa e Bragança. O resto do País não conta, e contou até pouco no passado! Algumas das estações, ainda por cima, não registam valores válidos durante períodos intermédios significativos...

Resumindo, extrapolando a realidade portuguesa, é fácil perceber como isto das temperaturas globais são uma fantochada descomunal!!! Mas isto é apenas um dos vectores da fraude. Voltaremos com mais...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ilhas de Calor Urbano

O conceito de Ilha de Calor Urbano é bem conhecido dos leitores habituais do blog. O conceito é muito bem conhecido, até por aqueles que não sendo cientistas, observam com alguma atenção, um simples termómetro de carro, ao se aproximarem e afastarem dos grandes centros urbanos. Eu já encontrei diferenças de temperatura de 10ºC entre o centro de Lisboa e arredores, sendo especialmente visível durante a noite!

Este tema tem sido varrido para debaixo do tapete pelos alarmistas. Porque os seus termómetros estavam na maioria, há umas dezenas de anos, fora das cidades. E hoje estão dentro das cidades. Veja-se o caso dos termómetros de Lisboa, para se ter uma ideia! E claro, esses termómetros têm vindo a registar um aumento das temperaturas... Porque será?

Num paper de 1990, o Phil Jones do Climategate já andava a esconder o gato. Esse gato continuou a ser escondido em estudos subsequentes, com ligeiras alterações, como é o caso deste paper, também de Phil Jones, depois de múltiplas críticas de cépticos. Entretanto, tornou-se doutrina do IPCC.

Afinal, o gato está escondido, mas com o rabo de fora! Via o magnífico WattsUpWithThat, chegamos a este estudo da NASA, que aproxima o impacto da subida das temperaturas, por via das Ilhas de Calor Urbano, até uns impressionantes 9ºC! A apresentação que eles disponibilizam é igualmente arrasadora. Não deixem de ler, na totalidade, porque irão ser uma grande referência, daqui para a frente!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Chuva mal contada


O nosso Instituto de Meteorologia não tem emenda! A notícia agora é a de que Setembro foi o mais seco dos últimos 22 anos. Reparemos no seguinte texto (realces da minha responsabilidade):

No final do mês, praticamente todo o território, 91%, se encontrava em situação de seca meteorológica fraca a moderada, sendo que os restantes 8% se encontravam em situação de seca severa, afectando principalmente as regiões do litoral Norte e Centro.

Para o IM, esta região está em seca, mas não consegue medir a precipitação que lá cai. Fui fazer uma pequena investigação, e resolvi voltar ao penico do céu. Como se pode ver pelo primeiro gráfico acima, para o IM não choveu em Braga a 9 de Outubro. Mas pesquisando uma estação próxima no INAG (as de Braga não têm dados?), a de Barcelos, verifica-se na segunda imagem acima, que efectivamente choveu nesse dia! Até os meteorologistas amadores toparam a chuva...

Para onde quer que olhemos, deparamos com chuva mal contada. Lembrei-me de Ponte de Lima, que referi há dias. Aqui, não choveu no dia 10, segundo o IM, como se pode ver na terceira imagem acima. Mas choveu bem nos dias anteriores, atingindo os 80 milímetros no dia 8 de Outubro. Mas segundo o INAG, não choveu mais que 1 milímetro em cada um desses dias! Ou será que os milímetros do INAG são diferentes do Instituto de Meteorologia? Não admira, por isso, que esta região esteja em seca...

domingo, 12 de setembro de 2010

Calor Urbano na América do Sul


O blog Sol e Mudanças Climáticas, que referencio ao lado, elaborou um post sobre as ilhas de calor urbano na América do Sul, e que tinha saído originalmente no blog do Metsul. O artigo completo merece ser lido, sendo evidente como as ilhas de calor urbano provocam uma notória subida nas temperaturas das grandes cidades, enquanto noutros locais se verificam mesmo descidas. No primeiro gráfico acima, relativo a Buenos Aires, a tendência de subida tem sido imparável. Logo mais a sul, a estação de Mar del Plata, entre outras, não exibe a tendência de subida da capital da Argentina. O Metsul percorre muitos outros exemplos que dão que pensar, pelo que não percam o post completo.

Nota: O título do post foi corrigido, dado a referência do Metsul ser ao continente da América do Sul.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

More about Beeville


The Beeville story just keeps getting better. In the comments section of yesterday's WUWT post, I got a couple of ideas. First, there is a very interesting site where we can graph adjusted vs. non-adjusted temperatures of GHCN. The first graph above is the result for the Beeville station. A clear difference is visible between adjusted and non-adjusted temperatures, especially during the first half of the XX century. And looking at the blue line does give us an impression that Global Warming might not be happening in Beeville.

Being a skeptic, I searched for the raw data. The monthly data is available at the NOAA site. Got the data for Beeville and plotted the second graph above (click the graphs for better detail). Does anyone see any warming going on? Doing a linear trendline on the monthly data gives us "y = -0.0637x + 829.59", which means that temperatures have gone down! And now, imagine which were the 20 hottest months at Beeville, for the last 113 years:

MonthTemperature (x 10 ºF)
1951/8888
2009/7880
1998/7879
1952/8878
2009/8877
1953/7876
1902/8875
1998/6872
1897/7871
1915/7871
1980/7871
1914/7869
1915/8869
1916/6869
1938/7869
1951/7869
1958/8869
1911/8868
1954/8867
1927/8866

Might Julisa Castillo deserve a prize, after-all?

domingo, 23 de maio de 2010

Morte dos termómetros

Já nos referimos aqui ao facto das temperaturas não serem de confiança. São multiplos os problemas associados, sendo que JoNova arranjou uma forma interessante de confirmar como tem desaparecido a grande maioria das estações meteorológicas, que contam para efeitos do GHCN. O artigo completo está aqui, sendo que uma animação ainda mais completa, desde 1701 até hoje, está disponível aqui.

Actualização: Perante um dúvida de um leitor, deve notar-se que a maioria das estações meteorológicas ainda existe, mas que não são contabilizadas nos valores médios globais pelo referido GHCN.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Eurekagate

Yesterday's post about Eureka has led to some comments, regarding how important this issue is. Anthony Watts has made some very good points explaining why this is important. I would like to further expand on this.

Maximum temperatures are very important, as mean temperatures result from the average between the maximum and minimum temperatures of a day. That can be seen for the July 2009 values, where the mean temperature for July 14th, was 14.1ºC. This results from adding the minimum temperature (7.3ºC) to the maximum temperature (20.9ºC), and dividing the result by 2, thus giving 14.1ºC. Now, as can be seen from the hourly temperatures of the day, 14.1ºC was only surpassed at 19:00, with 14.4ºC. Now, the mean monthly temperatures seem to be derived from the daily means, giving the 8.0ºC mean temperature for July 2009. This value is the same as given in GHCN data (note: very large file!) and they confer with the National Climate Data and Information Archive, with only a minor difference in April, in all of 2009. Please notice the data in the GISS file:

4037191700062009 -340 -386 -386 -273 -98 40 80 56 -56 -234 -233 -296

Now, readers following this might wonder how much big the impact is when maximum temperatures have sky-rocketed, as we have shown yesterday. More in a little moment. First I had to be sure about how the mean temperatures were calculated. Reverse engineering the values for 2009, I found that the monthly mean is the mean of the daily means. This can be seen by calculating other months mean values, namely March 2009 and November 2009. This has an interesting impact, as the value rounding observed in each day's value, is incorporated in the monthly value. Please see the following table for the details on the July average:

DayMaxMinNCDIA
mean
Math
mean
July 110-0.154.95
July 27.82.154.95
July 37.61.94.84.75
July 49.34.46.96.85
July 56.22.64.44.4
July 69.52.96.26.2
July 78.62.75.75.65
July 810.12.56.36.3
July 910.43.97.27.15
July 1011.53.47.57.45
July 119.32.96.16.1
July 129.32.86.16.05
July 1319.82.811.311.3
July 1420.97.314.114.1
July 1515.74.510.110.1
July 1612.63.78.28.15
July 1714.438.78.7
July 1814.86.610.710.7
July 1913.46.710.110.05
July 2016.43.710.110.05
July 21152.68.88.8
July 2217.19.113.113.1
July 2313.86.810.310.3
July 24123.17.67.55
July 2514.47.310.910.85
July 2613.46.39.99.85
July 279.54.16.86.8
July 287.22.14.74.65
July 299.41.25.35.3
July 3013.14.48.88.75
July 3110.34.77.57.5
8.0067.981

Please notice that the math mean will always be lower than the NCDIA mean. How much depends on the specific values, but one would expect it to be 0.025ºC (15x0.05/30) on a 30 day month. This is in range with the difference observed for July 2009.

Now finally we can measure the impact of the strange temperatures in July 2009. If we admit that the July 13th maximum value of 19.6ºC is an absurd, we can use the second lowest value of that day, which is 13.7ºC. Some of you might argue that it is still a high value, as can be seen in the daily graph, but for simplicity, let's use it. And we'll use 14.4ºC as the maximum temperature for July 14, as this is the highest value for that day.

DayMaxMinNCDIA
mean
Math
mean
delta for
13 and 14
July 110-0.154.954.95
July 27.82.154.954.95
July 37.61.94.84.754.75
July 49.34.46.96.856.85
July 56.22.64.44.44.4
July 69.52.96.26.26.2
July 78.62.75.75.655.65
July 810.12.56.36.36.3
July 910.43.97.27.157.15
July 1011.53.47.57.457.45
July 119.32.96.16.16.1
July 129.32.86.16.056.05
July 1319.82.811.311.38.25
July 1420.97.314.114.110.85
July 1515.74.510.110.110.1
July 1612.63.78.28.158.15
July 1714.438.78.78.7
July 1814.86.610.710.710.7
July 1913.46.710.110.0510.05
July 2016.43.710.110.0510.05
July 21152.68.88.88.8
July 2217.19.113.113.113.1
July 2313.86.810.310.310.3
July 24123.17.67.557.55
July 2514.47.310.910.8510.85
July 2613.46.39.99.859.85
July 279.54.16.86.86.8
July 287.22.14.74.654.65
July 299.41.25.35.35.3
July 3013.14.48.88.758.75
July 3110.34.77.57.57.5
8.0067.9817.777

The value has come down from 8.0ºC to 7.8ºC. But one might argue that this max/min temperature simple calculations are really too simplistic. I moved on, gathering the hourly values for July 2009, in CSV format, and doing the necessary calculations. Another column emerges, and as can be seen below, another reality appears: mean monthly temperatures for July 2009 are at 7.6ºC!

DayMaxMinNCDIA
mean
Math
mean
delta for
13 and 14
hourly
mean
July 110-0.154.954.953.895
July 27.82.154.954.954.305
July 37.61.94.84.754.753.691
July 49.34.46.96.856.856.564
July 56.22.64.44.44.44.255
July 69.52.96.26.26.25.659
July 78.62.75.75.655.654.773
July 810.12.56.36.36.34.636
July 910.43.97.27.157.157.241
July 1011.53.47.57.457.457.564
July 119.32.96.16.16.15.027
July 129.32.86.16.056.055.573
July 1319.82.811.311.38.258.527
July 1420.97.314.114.110.8511.464
July 1515.74.510.110.110.19.65
July 1612.63.78.28.158.159.927
July 1714.438.78.78.77.95
July 1814.86.610.710.710.711.164
July 1913.46.710.110.0510.0510.823
July 2016.43.710.110.0510.0512.845
July 21152.68.88.88.87.809
July 2217.19.113.113.113.113.973
July 2313.86.810.310.310.310.15
July 24123.17.67.557.557.995
July 2514.47.310.910.8510.8510.809
July 2613.46.39.99.859.859.286
July 279.54.16.86.86.87.118
July 287.22.14.74.654.653.991
July 299.41.25.35.35.34.686
July 3013.14.48.88.758.757.614
July 3110.34.77.57.57.56.482
8.0067.9817.7777.595

For some strange reason, data for this station doesn't include the first two hours of the day. Seems like temperatures should be colder in that period, despite the fact that there is always a sun up there in July. Couldn't help testing this one too. So, with no surprise, temperatures went down again:

DayMaxMinNCDIA
mean
Math
mean
delta for
13 and 14
hourly
mean
24 hour
mean
July 110-0.154.954.953.8953.804
July 27.82.154.954.954.3054.217
July 37.61.94.84.754.753.6913.633
July 49.34.46.96.856.856.5646.471
July 56.22.64.44.44.44.2554.346
July 69.52.96.26.26.25.6595.492
July 78.62.75.75.655.654.7734.742
July 810.12.56.36.36.34.6364.504
July 910.43.97.27.157.157.2417.108
July 1011.53.47.57.457.457.5647.592
July 119.32.96.16.16.15.0274.954
July 129.32.86.16.056.055.5735.717
July 1319.82.811.311.38.258.5278.208
July 1420.97.314.114.110.8511.46411.004
July 1515.74.510.110.110.19.659.717
July 1612.63.78.28.158.159.92710.138
July 1714.438.78.78.77.957.713
July 1814.86.610.710.710.711.16410.921
July 1913.46.710.110.0510.0510.82310.742
July 2016.43.710.110.0510.0512.84512.638
July 21152.68.88.88.87.8097.846
July 2217.19.113.113.113.113.97313.95
July 2313.86.810.310.310.310.1510.246
July 24123.17.67.557.557.9958.083
July 2514.47.310.910.8510.8510.80910.729
July 2613.46.39.99.859.859.2869.608
July 279.54.16.86.86.87.1187.104
July 287.22.14.74.654.653.9914.1
July 299.41.25.35.35.34.6864.563
July 3013.14.48.88.758.757.6147.429
July 3110.34.77.57.57.56.4826.421
8.0067.9817.7777.5957.540

So, instead of 8.0ºC, we are down to 7.5ºC! Well, I'll stop for now. Before it gets too cold!

Note: The photo at the beginning of the post was given by Tim Clark, in the Watts Up With That post, and is available here.
Note2: Reference to GISS was replaced with the correct reference to GHCN, above.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Eureka

Eureka, in Nunavut Canada, is a very special meteorological station. As can be seen in the first image above, it is responsible for the very big stripe on the very top of Canada. As can be seen on the second image, the data from only one station is responsible for a very big percentage of global temperatures... Both graphs can be obtained here.

So, one would imagine that data for this station is quality proof. But that was not the idea I got when I found out about Arctic heat. We found two sources for temperature data: at Weather Underground and at the National Climate Data and Information Archive.

The first interesting data about this station is it's record high temperature, which according to Wikipedia was reached on July 14, 2009, with 20ºC. On Weather Underground, the page for that day does say that 20ºC was the maximum temperature. But when you check the METAR data, the maximum temperature was 14ºC. Checking the Environment Canada page, the maximum for the date was 14.4ºC. Things were different on the day before, July 13th. Maximum temperature for Weather Underground was also 20ºC, while at Environment Canada was 19.6ºC. But if you check the graphs below, some special heat occurred at 10PM, when temperatures soared some 15ºC!

As Anthony Watts pointed out at Watts Up With That, the Eureka station registered the biggest rise in temperature probably seen on the Earth's surface: 86ºC in one hour, on March 3, 2007! Now this data is available on Weather Underground, but seems not to exist in Environment Canada. The graph differences are clear below:


But that seems not to be the case in other examples. Take January 1st, 2007, for instance. Both Weather Underground and Environment Canada agree: there was a mighty spike at noon. Seems like the "M" problem affects both:

There are times where differences are not so big, but the "M" problem is still there. Check the images from Weather Underground and Environment Canada for September 26, 2006:

Other times, changes are so significant, that something must be wrong. Check out the temperature rise on June 20, 2005. On the left, the weekly graph from Weather Underground shows a great surge in temperatures, confirmed by the Environment Canada graph for the day.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Receita de tratamento de temperaturas de Lisboa

Apesar do tempo escasso de que disponho, tive hoje um tempinho para descascar os primeiros dados revelados a semana passada pela Perestroika Climática. Depois do cozinhado que vão ver a seguir, a receita até nem é difícil.

Primeiro, vai-se buscar os dados disponibilizados pelo Met Office (HadCRUT3). Pega-se nos dados e enfia-se numa directoria. Descomprime-se o ficheiro comprimido, e aparecem mais uma série de directorias. Pesquisa-se por Portugal e Lisboa, e aparece o ficheiro 085350. Abre-se numa folha de cálculo, reorganizam-se as colunas, e a primeira parte da receita já está!

Depois, é preciso procurar mais ingredientes. Vai-se ao alarmista realclimate.org, e verifica-se que os dados das temperaturas europeias estão no ECA. Descarrega-se os dados para Lisboa, em mais um ficheiro comprimido. Descomprime-se e aparece um ficheiro com os valores diários. Mais uma função básica, e calculam-se os valores médios mensais.

O resultado do cozinhado são dois gráficos, bastante parecidos. Faz-se a diferença entre o HadCRUT3 e o ECA, e resulta o gráfico acima (clicar para ver maior)! Não vai ser preciso o leitor perceber muito de temperaturas para perceber que pelo menos uma das séries está engatada!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Perestroika Climática

O dia de hoje ficará como um dia marcante no estudo climático. Lá fora, o Met Office disponibilizou um subconjunto dos dados das temperaturas globais que constituem o HadCRUT3. Foram disponibilizados dados de mais de 1500 estações terrestres, das quais existem pelo menos sete relativas a Portugal (Horta, Santa Maria A, Funchal, Porto Santo A, Lisboa, Faro/Aeroporto, Bragança). Algo me diz que a maioria delas serão relativas a dados recolhidos em aeroportos, que têm problemas bastante conhecidos. E as FAQ publicadas na mesma página, só complicam a compreensão desta medida:
  • Are the data that you are providing the “value-added” or the “underlying” data?
    The data that we are providing is the database used to produce the global temperature series. Some of these data are the original underlying observations and some are observations adjusted to account for non climatic influences, for example changes in observations methods.
  • Who is ultimately responsible for the land data record?
    The University of East Anglia’s Climatic Research Unit has the responsibility for the land climate data portion of HadCRUT.
  • Why is this responsibility with the UEA/CRU and not the Met Office Hadley Centre?
    During the 1980s the UEA/CRU was funded, primarily by the United States ‘Department of Energy’, to collate a global land temperature record. Since then they have undertaken several major updates to the record increasing station density and time series completeness. This is why the UEA/CRU owns the primary IPR (Intellectual Property Rights) for the land climate records.

A divulgação destes dados vai trazer conclusões certamente interessantes, como a que foi abordada relativamente a dados de uma estação específica, neste caso de Darwin, na Austrália. A leitura do artigo que esmiuça a coisa não é recomendável a alarmistas, tal é a quantidade de "pancadas" que é preciso dar, para levar dados de uma estação que diz que as temperaturas dos últimos 130 anos tiveram uma tendência decrescente, a inverter essa tendência real!

Mas cá pelo burgo, o Instituto de Meteorologia fez chegar aos Media, a notícia de que as temperaturas em Portugal aumentaram 1.2 graus desde 1930. Como tinha dúvidas se a Perstroika já tinha chegado a Portugal, coloquei as seguintes questões num fórum pelo qual, até hoje, tive alguma consideração:
Alguém sabe que estudo foi feito sobre esta matéria? Os dados são públicos? O estudo foi peer-reviewed?

A resposta de um dos administradores do fórum não se fez esperar:
Há certos trolls que cada dia que passa, não obstante dedicarem imensa e dedicada escrita ao assunto clima, mas cada dia que passa mais me convenço que certas pessoas nunca tenham sequer olhado para uma normal, se calhar nem sabem o que significa, se calhar nem sabem o que é uma média ou uma anomalia. É este o ponto a que o circo chegou.

Não há dúvidas que muito há a fazer pela ciência! Pessoas que não conhecem ou não querem conhecer sequer as bases do método científico, aventuram-se pela crítica fácil, ataques ad hominem, não concretizados ou assumidos, com tentativas vagas de justificação de malcriadice.

Mas isto é apenas o princípio da Perestroika!

domingo, 10 de maio de 2009

Temperaturas não são de confiança

Anthony Watts é uma referência obrigatória no equacionamento da ciência subjacente às teorias do Aquecimento Global. A pergunta feita é simples: Podemos confiar nos termómetros que supostamente nos dizem que a Terra está a aquecer?

As temperaturas oficiais dos Estados Unidos são baseadas em 1221 estações de monitorização do clima, da responsabilidade da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration). Nos últimos anos, Anthony Watts e uma equipa de mais de 650 voluntários inspeccionaram visualmente e fotograficamente mais de 860 dessas estações.
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Os resultados foram absolutamente chocantes. Desde ar condicionados a soprarem para as estações, até 68 estações em ETAR's, onde a temperatura é consistentemente superior às redondezas. 89% das estações nem sequer cumprem os requistos da NOAA, o que significa que reportam temperaturas superiores ao correcto.

A conclusão é impressionante: As temperaturas dos Estados Unidos não são de confiança! Os erros reportados superam a suposta subida de 0.7ºC do século XX! Como as temperaturas dos Estados Unidos são supostamente as melhores do mundo, nem queiram saber como são as restantes! Não percam o relatório no primeiro link abaixo, e a visita ao site original do projecto.

http://wattsupwiththat.files.wordpress.com/2009/05/surfacestationsreport_spring09.pdf

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Manipulação de Temperaturas

As temperaturas do GISS apresentaram o Outubro último como o Outubro mais quente de sempre. O pobre do Hansen lá achou que era normal. Mas se é o Hansen que diz, toda a gente acredita. Excepto alguns que acharam que algo estava mal. Ainda por cima, as temperaturas do UAH e RSS (esta última referida aqui no blog Domingo passado) haviam demonstrado praticamente os mesmos valores de Setembro.

A verdade é que gente simples descobriu o gato. O GISS utilizou grande parte das temperaturas de Setembro da Rússia, como temperaturas de Outubro. Era a ver se passava. Mas há gente competente, para além do Hansen da NASA. Isto vai dar muito que falar, mas o amiguinho do amiguinho do Obama vai continuar a fazer das suas...

www.climateaudit.org/?p=4318

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ilha de Calor Urbano: mais uma demonstração

As experiências simples são as mais fáceis de perceber, e as mais conclusivas. Anthony Watts, deu uma voltinha por uma cidade da Califórnia, fez uns gráficos, e todos ficamos a perceber quão significativo é o efeito da Ilha de Calor Urbano. São cinco graus centígrados entre o centro da cidade e os arredores. Como a maior parte dos termómetros utilizados para calcular o aquecimento global estão dentro das cidades, já sabemos agora porque a Terra está a aquecer!

http://wattsupwiththat.com/2008/10/29/uhi-is-real-in-reno-at-least/

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Como se ajustam as temperaturas

A história da estação meteorológica de Mohonk Lakes (USHCN) é fascinante. Há mais de cem anos que se recolhem dados de forma sistemática, e utilizando procedimentos que hoje até se podem considerar arcaicos. Todavia, é uma forma de preservação do rigor das medições, sem os problemas que tem afectado outras estações meteorológicas, o que é confirmado pelo facto de que até hoje apenas cinco pessoas assumiram a responsabilidade da compilação desses dados, dos quais Paul Huth é o último.

O problema é que a NOAA não confia no preciosismo do Sr. Huth. E o GISS não confia nos dados da NOAA... O que se segue à recolha dos dados no NOAA é uma autêntica montanha russa, com médias, alisamentos, homogeneização, ajustes, estimativas, etc. E como o GISS não confia na NOAA, aplica mais uns algoritmos de correcção, incluindo observar os 10 anos próximos e aplicar médias. E mais ajustes...

Os dados que resultam obviamente nada tem a ver com o termómetro!

www.nytimes.com/2008/09/16/science/earth/16moho.html?_r=1&oref=slogin
http://wattsupwiththat.com/2008/09/23/adjusting-pristine-data/

domingo, 14 de setembro de 2008

Formas erradas de medir temperatura

A forma errada como são medidas as temperaturas mundiais já foi aqui referenciada várias vezes. Mas há que realçar que este é talvez o aspecto mais importante do Aquecimento Global provocado pela Humanidade, ou mais concretamente por todos aqueles responsáveis pelas estações meteorológicas. Se não, atente-se no seguinte.

A estação meteorológica de Santa Ana COOP, nos Estados Unidos, registou nos últimos cerca de 90 anos mais de 4 graus Celsius de aumento da temperatura média. Prova cabal do Aquecimento Global. Os especialistas do JPL, da NASA, referiram que 40% era responsabilidade do Aquecimento Global, o restante da Ilha de Calor Urbano. Quando questionados sobre a metodologia de tais cálculos, limitaram-se a reduzir para 25%. Há umas semanas, descobriu-se que a estação estava num topo dum telhado, mal orientada, a levar com vários sistemas de ar condicionado, e com o sol a incidir mesmo no termómetro!. Alguém se lembrou de contrapôr com o facto de estações adjacentes registarem aumentos similares. Agora veio a se descobrir que também elas tem problemas semelhantes!

http://wattsupwiththat.wordpress.com/2008/09/14/more-on-the-santa-ana-rooftop-weather-station-comparison-stations-also-problematic/
http://sciencedude.freedomblogging.com/2008/09/12/has-santa-ana-been-reporting-wrong-temperatures-for-years/

domingo, 20 de julho de 2008

Fabrico de temperaturas

À medida que se vai verificando que todas estas evoluções da temperatura ao longo das últimas décadas se baseiam em dados distorcidos e mesmo falsos, não há como conhecer como isso era feito nos sítios mais inimagináveis.

Em plena Guerra Fria, no círculo árctico canadiano, tropas americanas vigiavam que os russos não fizessem das suas. E entretanto mediam as temperaturas. Mas havia muitas razões para as inventar:

-As diferenças entre -45 e -55 não faziam grande diferença na época
-Ler termómetros de mercúrio a mais de 50 metros do quentinho era bem desconfortável
-Receio de se perder na escuridão/nebulosidade ou de ser atacado por um urso polar

http://wattsupwiththat.wordpress.com/2008/07/17/fabricating-temperatures-on-the-dew-line/

terça-feira, 17 de junho de 2008

A culpa é do balde!

A forma como as temperaturas são recolhidas, para daí se derivar o aquecimento global, é uma história sem fim. Esta é uma variante, que ilustra as inúmeras tretas sobre o assunto.

Primeiro, comecemos pela Nature. A mesma Nature dos últimos dias. Publicou recentemente um artigo em que se explica porque é que as temperaturas cresceram durante a segunda guerra mundial, e sofreram uma forte descida no seu final. Para os autores do artigo está resolvido o mistério desse aquecimento global. E explicam que os americanos foram incumbidos de medir as temperaturas durante a segunda guerra mundial, porque os ingleses tinham mais que fazer. Os americanos mediam a temperatura na sala das máquinas. Os ingleses, que retomaram o procedimento no final da guerra, lançavam um balde ao mar, içavam o dito, e mediam a temperatura de seguida. Obviamente, o processo dos americanos sofria de aquecimento localizado...

A tristeza que se tira deste artigo é muito grande. O assunto não é assim tão misterioso. Foi abordado no blog do Steve McIntyre há um ano. E tem pelo menos dez anos nas revistas da especialidade. Como é que é aceite pela Nature como novidade é um grande mistério!

Mas o pior é mesmo a evolução das temperaturas. Quem pode acreditar no que os cientistas são capazes de fazer para que as medições batam certo com a teoria? E vice-versa? Obviamente, já não se sabe o que é a realidade e o que é a ficção!

www.nature.com/nature/journal/v453/n7195/abs/nature06982.html
http://environment.newscientist.com/article/dn14006-buckets-to-blame-for-wartime-temperature-blip.html?DCMP=ILC-hmts&nsref=news7_head_dn14006
www.climateaudit.org/?p=1276
www.oceanclimate.de/English/Pacific_SST_1997.pdf
www.oceanclimate.de/English/Atlantic_SST_1998.pdf

terça-feira, 27 de maio de 2008

O asfalto quentinho

Já aqui havíamos falado sobre a problemática do efeito UHI, e como as estações de monitorização global das temperaturas tem estado a ser afectadas pela proximidade dos meios urbanos. Havíamos igualmente falado do excelente projecto www.surfacestations.org.

Agora chegou uma prova simples mas eficaz do efeito UHI. Munido de equipamento barato, um tal David Smith, demonstra com uma experiências simples, ao alcance de qualquer miúdo do secundário, a total extensão do problema. Não há realmente dúvida do que o aquecimento global que temos vivido advém do resultado e da proximidade do homem, e também do asfalto quentinho.

http://wattsupwiththat.wordpress.com/2008/05/26/the-parking-lot-effect-measurement-bias-in-locations/

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Temperaturas a subir

O debate sobre o impacto dos humanos na variação das temperaturas está quase sempre limitado ao impacto da subida de CO2. Infelizmente, o efeito UHI (Urban Heat Island) está pouco quantificado, sendo desprezado pelo IPCC.

Um conjunto de voluntários nos EUA está a fazer um levantamento das estações de monitorização que contam nos EUA. As descobertas estão a ser fabulosas, e desde asfalto quente até equipamentos de ar condicionado a soprar para cima das estações, tudo serve para aquecer os termómetros. Curiosamente, estações longe dos centros urbanos registam uma tendência muito diferente!

Onde estarão as estações em Portugal?

www.surfacestations.org/odd_sites.htm