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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Podia mudar-lhe a opinião

O canal de televisão australiano ABC emitiu há uns dias um documentário interessante, "I Can Change Your Mind About..Climate", com a presença do céptico Nick Minchin e da alarmista Anna Rose. O programa é bem esgalhado, tendo entrevistado um conjunto de pessoas de ambos os lados do debate. Como de costume, é sempre um momento alto quando se tropeça em Marc Morano. Vejam como ele deixou a inexperiente Anna completamente sem palavras:



Nós já sabemos que estes tretas não fazem a menor ideia da ciência! Ela disse que não argumentava com Morano, porque ele não era um cientista climático; ela, todavia, é formada em Direito e Artes!? Eu até gosto especialmente de activistas como Anna, que fazem figuras de parvas, e cuja expressão idiota perante Morano me fez lembrar a da activista da Greenpeace com Christopher Monckton.

Particularmente interessante foi também a presença de Jonova. Ela e o marido têm uma forma extraordinária de evidenciar quão podre está esta ciência, e prometem divulgar a lição não editada da malhação que deram na Anna. Enquanto não chega o vídeo, a transcrição efectuada pela ABC dá-nos uma ideia de que Anna terá aprendido mais ciência em casa do David e Jo, do que em todo o tempo anterior!

Recomenda-se o visionamento do episódio na sua totalidade, no link do site da ABC, ou abaixo, cortesia do Fiel Inimigo. Os cientistas desta ciência fraudulenta ficaram ofendidos, mas o público teve outra opinião! Se quiserem, podem preencher o inquérito que a ABC fez, para perceberem qual é o vosso perfil neste debate, e perceber que mais de metade do público acha que isto das Alterações Climáticas é uma grande treta!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pedro Viterbo à nora

Ontem, os Media voltaram a nausear-nos com referências a um conjunto de supostas conclusões de Pedro Viterbo, do extinto Instituto de Meteorologia. Recordemos que ele é um dos dois representantes de Portugal no IPCC. Resumidamente, é dito uma série de barbaridades sobre como serão os próximos Invernos em Portugal, mas para as enquadrarmos, temos que ver o que foi dito antes...

Na Bíblia das Alterações Climáticas em Portugal, o SIAM II, o Aquecimento Global traz claramente menos precipitação a Portugal. Mas vejam o que o livro diz sobre a precipitação no Inverno, na página 72 do PDF (76 do livro) (realces da minha responsabilidade):

No que se refere ao ciclo anual de precipitação, a maioria dos modelos projecta para os meses de Inverno um aumento ligeiro da precipitação acumulada no ponto Norte no período 2070-2099 em relação ao período 1961-1990, tomado aqui como período de referência.

Mais à frente, na página 74 do PDF (78 do livro), refere-se o seguinte:

No Inverno, para os cenários A2 e A1F1, as anomalias de temperatura variam entre +1.5ºC e +4ºC e as anomalias de precipitação entre -25% e +20%. A maioria dos modelos prevê um aumento da precipitação de Inverno em Portugal Continental, principalmente na região Norte.

Todo este texto é confirmado pela imagem da Fig. 2.52, que aparece na página seguinte, e que se visualiza abaixo. O Inverno está no canto superior esquerdo da imagem, e não há dúvidas que as previsões são de aquecimento substancial, e uma previsão favorável de precipitação, sobretudo quando comparado com as restantes estações do ano:


É claro que os tretas invocarão que isto são previsões para 2070-2090, quando a maior parte deles já cá não estarão. Mas olhando por exemplo para a Fig. 2.19 do SIAM II, não há dúvidas que a tendência é praticamente linear! E olhando para as previsões do IPCC, também não há grandes dúvidas que os Invernos vão ser mais quentinhos, embora em termos de precipitação haja alguma redução prevista mais para o sul do País:


É neste contexto que temos portanto que analisar as conclusões de Pedro Viterbo. Vou ter como referência o artigo da TVI24, que parece ter sido o primeiro a sair, sendo certo que parecem cópias chapadas de um texto da LUSA. O parágrafo introdutório prevê Invernos secos e mais frios em Portugal, o que vai manifestamente contra o que o IPCC e o SIAM propagandeiam:

A redução do gelo no Oceano Ártico devido ao aquecimento global pode provocar um aumento de invernos secos e mais frios em Portugal, disse hoje à Lusa Pedro Viterbo, do Instituto de Meteorologia (IM).

Mas não julguem que Pedro Viterbo se passou para os lados dos cépticos! Vejam como o Aquecimento Global é a justificação para a redução do gelo no Oceano Árctico, outra frase infeliz, sobretudo quando nos últimos dias a anomalia de gelo no Árctico foi das mais próximas da normal, nos últimos sete anos! Perante as contradições, Pedro Viterbo começa logo a enrolar-se:

«Há uma indicação de que poderá haver maior frequência destas situações de invernos secos e de secas, mas não sei até que ponto posso dar significância estatística a isto», sublinhou Pedro Viterbo.

E a confusão continua... Será que o IPCC está mesmo certo?

O especialista considera que o estudo estabelece uma tendência, mas não consegue explicar «o facto de os dois últimos anos terem sido muito chuvosos», sendo que o de 2009/2010 foi mesmo o «mais chuvoso de sempre» em Lisboa.

Logo de seguida, Pedro Viterbo dá uma martelada nos poucos argumentos que poderia ter, e que referi acima, e que reside nas previsões serem a tão longa distância. Quando dão jeito, é já a seguir:

Pedro Viterbo admite que o «gelo do Ártico está a diminuir a uma taxa muito superior àquilo que os próprios modelos de clima dizem» e considera que «as previsões de um grande decréscimo na segunda metade do século XXI, provavelmente vão já acontecer na primeira metade do século XXI».

E porque o Aquecimento Global tem que explicar tudo, dá-se o pino final:

De acordo com o estudo, desde que a superfície do gelo caiu para um nível recorde, em 2007, quedas de neve nitidamente mais abundantes do que o normal foram observadas em vastas regiões norte-americanas, na Europa e na China.

Nos invernos de 2009-2010 e 2010-2011, o hemisfério Norte registou a segunda e terceira acumulações de neve mais fortes desde o início dos registos.

Não há dúvidas que estes pseudo-cientistas estão completamente à deriva! Dizem uma coisa e o seu contrário... O problema é que à medida que forem produzindo estudos e mais estudos a granel, serão cada vez maiores as contradições! E nestes tempos da Internet, bastam apenas alguns minutos para desmanchar estes fantoches da Ciência.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Jorge Moreira da Silva

Jorge Moreira da Silva era, até ao último congresso do PSD, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD. Agora, Jorge Moreira da SIlva passa na prática a número dois do PSD, passando a ser o novo coordenador político do PSD. O País já se tinha safado no passado de o ver como Ministro do Ambiente, que só não foi por uma questão de quotas...

Mas quem é este Jorge Moreira da Silva, um completo desconhecido do público? Sempre foi basicamente um burocrata associado ao que de pior podemos imaginar da fraude do Aquecimento Global e Alterações Climáticas. Veja-se o que ele dizia em 2002, enquanto relator, negociador e autor da Directiva que estabeleceu o novo Sistema Europeu de Comércio de Emissões (todos os realces da minha responsabilidade):

conditions are created that Climatic Change and the Kyoto Protocol are no longer only theoretical items but will constitute in future an important pillar in economic and environmental politics. The Carbon Economy is born. Those who are able to produce with less greenhouse gas emission will be the winners.

É claro que ele se enganou redondamente! Quem está a ganhar são aqueles que mais CO2 emitem, com a China naturalmente à frente, e a Europa justamente no final dessa lista, e com Portugal na última posição! Quase tudo o que ele defende é de meter repulsa. Veja-se outro caso bastante evidente, do que Jorge Moreira da Silva dizia em 2003:

Jorge Moreira da Silva, who is steering a bill through the parliament which will cap industrial emissions of carbon dioxide (CO2), said Europe would have to pay to cut the emissions seen as a contributor to global warming but the EU could show the world it can be done without bankrupting the economy.

"In the short term we will pay. Our products will have the environmental costs included in the price," the centre-right politician from Portugal told Reuters in an interview at the Brussels-based assembly.
(...)
Moreira da Silva said if the scheme can be made cost-effective and credible, it could eventually help convince the United States to come back to the international climate change table.

"If we can prove that this scheme will remove emissions at lower cost, if we prove it works in Europe and it works in the rest of the world when we link it to other (emissions trading) schemes, I guess the U.S. administration might find a reason to ratify Kyoto," he said.

Moreira da Silva believes that, as the climate change problem becomes more evident, eventually all countries will have to reduce CO2 emissions and those that learn how to do so earlier, like the EU, will be at a competitive advantage.

"It might not be now, not in five or 10 years, but some day we will all be obliged to (cut emissions)," he said.

Todas estas afirmações foram desmentidas pelos factos. Não só os Estados Unidos não aceitaram Kyoto, como outros saltaram fora. Obviamente, a única coisa que se provou com o esquema das emissões europeu, foram as incontáveis fraudes que proliferaram no mercado de carbono. E que finalmente o está a afundar à Titanic... E obviamente no problema das alterações climáticas, o que é cada vez mais comum é os ratos saltarem fora do barco.

É provavelmente o que aconteceu a Jorge Moreira da Silva. Saltou fora do cargo de director-geral das Nações Unidas da área de Economia das Alterações Climáticas, no Grupo de Energia e Ambiente, para aturar agora, entre outros, os caciques locais, preparando nomeadamente as próximas eleições autárquicas. Sempre são novos ares, mais perigosos que os do CO2. E como nas eleições os eleitores começam a gostar de desancar naqueles que lhes trouxeram taxas de carbono, talvez o Jorge Moreira da Silva comece a piar mais fino...

Actualização: Um leitor mandou-me vários apontadores recentes que confirmam a análise do salta-fora. A China saltou fora da encomenda de umas dezenas de aviões Airubus europeus. A Q-Cells, outrora o maior fabricante de paineis solares fotovoltaicos, saltou fora do mercado, declarando insolvência. E para comemorar o meu post, o mercado de carbono deu um trambolhão de 14%!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Climigra

O Instituto de Meteorologia divulgou ontem que vai coordenar o projecto Climigra, que visa estudar o impacto das variações climáticas nos movimentos migratórios em Portugal continental e Regiões Autónomas. Pretende dar uma visão histórica das variações climáticas, utilizando-se "o legado histórico da informação climática em Portugal existente no IM, enquanto única informação climática validada para o território nacional". Para além do IM, participam "algumas Universidades, Centros de Investigação e Institutos Públicos nacionais, no continente e Região Autónoma dos Açores".

Mas, o que eles querem sei eu! O que eles querem é martelar os dados, para que seja reconhecido que as Alterações Climáticas, ou o Aquecimento Global, são piores do que se imaginava! Se eles estivessem verdadeiramente interessados na temática, libertavam esse legado histórico para o público, e comunidade científica, e garanto-vos que também eu participava! Assim, a minha primeira participação neste domínio, vai ser a de desmontar os interesses instalados neste projecto.

Pouca mais informação existe na Internet. O Governo Regional dos Açores antecipou-se uma semana na divulgação deste projecto fraudulento. Ao invés do IM, diz lá que muitos mais coordenam! E diz lá também que a História Climática vai começar, neste País com muitos séculos de existência, apenas em meados do século XIX!

Por isso, vou começar o projecto Climentiras. Ele visa conhecer as verdadeiras alterações climáticas, ao longo de toda a História de Portugal, mesmo anterior à nossa Independência em 1143. Para expor as mentiras que se propagam por aí, e que se vão intensificar com este projecto. Alguns dos posts anteriores podem ser aproveitados, como a investigação sobre David Melgueiro, a referência à Real Fábrica do Gelo, e muitas outras que estão agrupadas na etiqueta História. Conto também para isso com o contributo dos leitores, que possam sugerir pistas, ou mesmo escrever parte desta nossa História desconhecida, e esquecida...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Climate4you

De vez em quando tropeço em sites verdadeiramente fabulosos. Via Watts Up With That, segui um link para o Climate4you. O site regista informação, essencialmente em gráficos, que cobrem vários dos dados meteorológicos e climáticos. Para além disso, reforça com uma componente histórica, uma vertente muito do agrado do Ecotretas. O site também parece isento, dado que não transmite uma posição alarmista. Afinal, transmite uma mensagem clara, que é a dada pelos números. Como a do gráfico que exemplifico ao lado, que descreve a variação anual do nível médio do mar. Para onde é que ele se dirige? Para baixo, claro!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cheias de Novembro de 1967

Sempre que se fala em cheias, nos anos mais recentes, a culpa é do Aquecimento Global, Alterações Climáticas, ou da mais recente teoria dos fenómenos extremos... O problema dos abutres climáticos é que, ou são novos demais, ou já não se lembram dos eventos de antigamente...

É por isso que é cada vez mais importante reportar os fenómenos extremos do passado. Como o foram as cheias de Novembro de 1967. Como o recorda J. Alveirinho Dias, da Universidade do Algarve, nesta página:

Na noite de 25 para 26 de Novembro de 1967 registou-se, na região de Lisboa, precipitação intensa e concentrada, tendo atingido, na estação de São Julião do Tojal, no concelho de Loures, 111mm em apenas 5 horas (entre as 19h e as 24 h do dia 25). As estações da região de Lisboa registaram, nesta data, cerca de um quinto do total da precipitação anual.

Tal precipitação excepcional, cujo período de retorno está estimado em de 500 anos, provocaram a ocorrência de uma cheia repentina com duração inferior a 12 horas.

As consequências foram dramáticas, como se pode aferir pela imagem acima, mas sobretudo por esta descrição:

A situação na região de Lisboa tornou-se completamente caótica. As cheias destrutivas causaram a morte de 462 pessoas e desalojaram ou afectaram cerca de 1100, submergindo centenas de casas e infra-estruturas num rio de lamas e pedras. Todavia, permanecem muitas dúvidas sobre a dimensão deste evento, designadamente no que se refere ao número de vítimas mortais, pois que o regime político da altura nunca permitiu apurar as verdadeiras consequências desta catástrofe. Algumas estimativas apontam para prejuízos da ordem dos 3 milhões de dólares a preços da época.

Outra boa fonte de informação está no meteopt.com. Impressionante mesmo é o relato do Comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Odivelas, Fernando de Oliveira Aleixo, que refere alguns esforços heróicos dos bombeiros e que contribuíram para salvar muitas pessoas.

Da próxima vez que ouvirem falar de uma cheia fenomenal em Portugal, comparem-na com esta.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Warme Winter

O leitor Horst Stricker enviou-nos um excerto muito interessante do livro Kalendergeschichten ("Histórias de Almanaque"), de Johann Peter Hebel. O texto original pode ser visto neste exemplar do Google Books, nas páginas 90 e 91. Horst Stricker teve ainda a amabilidade de nos traduzir o texto, que revela que também no passado existiram alterações climáticas, Aquecimento Global, e coisas que tal. Continuo aqui no Ecotretas a referenciar estas importantes notas históricas, pois os actuais alarmistas bem gostariam que elas desaparecessem. E a sonhar com um Inverno bem quentinho, coisa que nem os nossos amigos brasileiros parecem ter...

Invernos Quentes (1808)
de Johann Peter Hebel(1760-1826)

O inverno quente do ano 1806-1807 causou muita surpresa e fez bem aos pobres; e aquele e o outro, que agora saltam nos seus sapatos de criança, passado sessenta anos e agora como homem velho, sentado no banco da lareira e contando aos seus netos,que ele também uma vez era criança como eles, que no Anno 6 quando os Franceses estavam na Polónia, entre o Natal e o Ano Novo comeu morangos a apanhou violas. Tempos assim são raros, mas não fora de vulgar, assim se conta nas crónicas antigas há 700 anos, 28 anos semelhantes.

No ano 1289, em que ainda ninguém sabia de nós, era tão quente que as donzelas na altura de Natal e o Dia de Reis, enfeitaram-se com coroas feitas de violas, escovinhas e outras flores.

No ano 1420 o inverno e a primavera eram tão amenos que em Março, as árvores já tinham passado de flor. Em Abril já haviam cerejas e as videiras estavam em flor. Em Maio já haviam uvas a amadurecerem. a primavera 1807 não conseguimos elogiar coisas assim.

No inverno 1538, as meninas e os rapazes conseguiram beijarem-se no espaço verde, se não só em castidade, o calor era de tal maneira que no Natal encontrou-se tudo em flor.

No primeiro mês do ano 1572 rebentaram as árvores e em Fevereiro os pássaros estavam a chocar.

No ano 1585, na Páscoa amadureceu o centeio.

No ano 1617 e 1659 no mês de Janeiro cantaram as cotovias e os tordos.

No ano 1722 a partir de Janeiro deixou-se de aquecer as casas.

No ano 1748 foi o último e invulgar inverno quente.

Em resumo: é melhor rebentarem as árvores no dia de São Estevão (26.12.), do que ter sincelos no dia de São João.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O frenesim das baratas tontas

Como seria de esperar, os alarmistas andam em actividade frenética, porque sabem que depois de Durban, provavelmente terão de hibernar por uns tempos. Por cá, Filipe Duarte Santos é como uma barata tonta, tal é a enxorrada de meias verdades, e mentiras descaradas, que profere!

Por altura da reunião em Sintra, do XI Congresso Mundial da Organização das Cidades Património Mundial, sob o tema das alterações climáticas nos locais classificados pela UNESCO, o conhecido alarmista português, disparatou em todas as direcções! O disparate é tanto que até mete dó! Para ele, o Alto Douro Vinhateiro está em perigo, por causa dos incêndios... O problema é que são normalmente os matos e as florestas que ardem, e não os campos de vinha! Aliás, como já vimos, o vinho do Porto adora o CO2! Depois, o centro histórico de Évora também vai ter problemas de abastecimento de água. Os arredores, esses fica-se na dúvida... Depois, o mar vai subir, e para ele Veneza é um caso exemplar, quando todos os restantes alarmistas fogem de Veneza, como o Diabo foge da cruz! E depois dá a calinada final, dizendo que no final do século o nível do mar terá subido mais de um metro. Na verdade, a estimativa máxima da Bíblia do IPCC é de 59cm... E na realidade, como sabemos, não sai da cêpa-torta!

Uns dias depois, lá estava ele a ludibriar a Associação Portuguesa de Seguradores. Parece que são eles a pagar o estudo, mas eu cá tenho as minhas dúvidas; no mínimo, pagará quem tem seguros, ou seja, todos nós... Um estudo realizado por 15 investigadores, durante 3 anos, de várias entidades da Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Aveiro chegaram, aparentemente, à brilhante conclusão que a costa desde Viana do Castelo até Peniche, está em perigo! Especialmente, dizem eles, em locais como a Praia da Vagueira e Praia da Cortegaça... Mas, os leitores do Ecotretas sabem que o avanço do mar para aqueles lados, vem dos tempos da Pequena Idade do Gelo... Mas os estudos supostamente incorporam cenários climáticos futuros, ou seja mais advinhice, num contexto de "fenómenos meteorológicos extremos mais intensos", daqueles que estes investigadores da treta já não se lembram...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Jornalistas climáticos na mó de baixo

Um leitor trouxe-me ao conhecimento mais um daqueles eventos sui-generis da Religião Verde. Este intitulou-se "As alterações climáticas nos media e na opinião pública", e decorreu no passado dia 21, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Da leitura do notícia do alarmista Público, o único que referenciou o evento, depreende-se que estiveram lá os actores e responsáveis pelas notícias hard-core do alarmismo climático em Portugal, quase todos já conhecidos dos leitores habituais do Ecotretas.

As constatações foram de lamento. Queixam-se que a Sociedade não os ouve! Luísa Schmidt, investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa queixa-se de que as alterações climáticas "são um assunto demasiado distante das pessoas, uma questão de grandes acordos internacionais que é decidida longe e com poucos reflexos a nível nacional". As lamúrias continuam com um "vivemos um momento extremamente complicado, quando a crise económica obscurece tudo". Do que ela não se queixa é do dinheirinho que recebe para dizer estas barbaridades...

Anabela Carvalho, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, também se queixa: "A escala regional e local têm referências praticamente ausentes" nos jornais. Pudera, pois os jornalistas funcionam melhor com copy&paste dos evangelhos da Religião Verde, do que puxando pela cabecinha! O que ela anda realmente a fazer é a publicitação do seu recente livro, editado em Setembro de 2011. O seu livrinho foi até financiado por um projecto de investigação, dotado de 30 000 €, pago portanto por todos nós...

Mas realmente, do que interessa, não falam eles... Alguém viu alguma referência ao Climategate 2.0 em Portugal? Eu nãoSó surgiu tardiamente no Público, apesar da ampla cobertura internacional (1, 2, 3). Depois, queixem-se que ninguém lê os jornais!

sábado, 19 de novembro de 2011

História do Clima da Terra

Antón Uriarte é um geógrafo espanhol, que tenho referenciado no Ecotretas, e cujo blog CO2 está incluído na lista de blogs de cépticos internacionais. Antón editou uma compilação online da História do Clima da Terra, e que é de leitura obrigatória para todos aqueles que desejam saber como foram as Alterações Climáticas do passado. Mesmo sendo em Espanhol, a sua leitura é muito fácil.

Abaixo se reproduzem a lista de capítulos do livro, para referência rápida dos leitores. Adicionalmente, abaixo encaixo um vídeo onde ele explica diversas questões associadas ao CO2.

sábado, 5 de novembro de 2011

Auto-de-fé dos cépticos

A Religião Verde é isso mesmo: uma Religião! Na senda da Inquisição da Igreja Católica, esta Religião moderna tem a mesma solução para os hereges do Aquecimento Global: a fogueira!

Esta intolerância da nova Religião deverá dar que pensar a todos os crentes e cépticos! Como podem ver no vídeo abaixo, da WWF, observado no Watts Up With That, nada como uma boa fogueira para acabar com os cépticos... Vários séculos depois, umas dezenas de anos depois do Nazismo, a intolerância religiosa continua na mó de cima. Nada que já não tenhamos visto anteriormente.

Contra esta caça às bruxas está porém a Verdade! Para além do fanatismo extremático dos fundamentalistas e terroristas associadas à Al-Qaeda, temos que continuar a combater estes neo-terroristazecos da treta, associados à nova Religião Verde. Qualquer pessoa da Sociedade Moderna não pode ficar indiferente, sob pena de termos no futuro mais uns autos-de-fé na praça pública...



Actualização: O vídeo não é da WWF, sendo que o endereço referido no vídeo, www.climatechangeinitiative.com, redireccionava inicialmente para a Fundação de Bill Clinton, sendo que depois foi alterado para o site Climate Central. O autor do vídeo, Mike Gambino, parece estar de cabeça perdida a desfazer o que fez, a apagar os comentários do Youtube, etc., mas a Internet é uma coisa linda! Vejam os desenvolvimentos nos comentários do blog de Anthony Watts.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Viver à custa das alterações climáticas

Há tretas que não conseguem estar calados. Francisco Ferreira, da Quercus, é um desses. Na Visão do passado 19 de Outubro, ele começa por impôr o "consenso":

A ciência, através do último relatório de mais de três mil cientistas, considerou, como factos inequívocos, que as alterações climáticas e a sua causa estão na atividade humana. Há quem conteste a relação entre os extremos meteorológicos cada vez mais frequentes e a mudança do clima, de uma forma mais lata. Mas quando a sua frequência e intensidade estão muito longe do normal, estes sintomas tornam-se mais significativos.

Ele continua depois com as habituais confusões entre tempo e clima. Ele está confuso porque, ora está calor, ora está frio:

Em 2011, Portugal Continental teve a sua segunda Primavera mais quente desde 1931 (a mais quente foi 1997), com três ondas de calor, uma em Abril e duas em Maio. Aliás, o mês de Maio foi o mais quente desde 1931. Março, porém, foi mais frio e chuvoso do que o normal. Em contrapartida, nos Açores Maio foi o mês mais frio desde 2000, com muito pouca precipitação, e no Funchal não choveu durante o mês de Junho.

À minha avó também lhe fazia confusão isso das alterações climáticas. Ora estava calor, ora estava frio. Tal como o Chiquinho, que descobriu que houve por aí uns temporais:

O Inverno de 2010/11 (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) foi caracterizado pela ocorrência de fenómenos extremos: um tornado que atingiu os concelhos de Torres Novas, Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, em Dezembro; episódios de neve nas regiões do Norte e Centro; duas ondas de frio (em Janeiro e Fevereiro); chuva forte com ocorrência de queda de granizo, em Dezembro e Fevereiro; e vento forte, em Fevereiro.

Posso-vos garantir que neste Inverno também haverá mais temporais! E continuarão a existir ano após ano, tal como têm acontecido no passado. O problema do Chico é que ele tem memória curta... Para ele, importante é que tenha havido um extremo na Anadia:

Na primeira quinzena de Outubro do presente ano foram ultrapassados os extremos históricos para este mês em locais como Lisboa, Bragança ou Anadia. Neste período, registaram-se mais duas ondas de calor e não houve chuva em Portugal continental, um cenário que já vinha desde início de Setembro. Temos atualmente 1/3 do território continental em situação de seca severa e extrema.

Mas, o que ele quer sei eu! O que ele quer é continuar a viver à grande e à Francesa, à custa das Alterações Climáticas:

Apesar da crise, e para garantir que o futuro não nos sairá mais caro, integrar o impacte das alterações climáticas no planeamento e nas diversas políticas de forma a minimizá-lo deve ser, claramente, uma prioridade fundamental.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mais um ano...

Faz hoje quatro anos que fiz o primeiro post do Ecotretas. Desde então para cá, mais de 1340 postas depois, o ritmo de tretas tem aumentado a um ritmo assustador! O mais difícil, da minha parte, é não conseguir expor todas estas tretas aqui. É não conseguir dar destaque a todas as referências que me são enviadas por correio electrónico. Mas o tempo disponível para este projecto é muito limitado. Por isso, peço desculpa!

Ainda assim, a quantidade de visitantes tem continuado a subir de forma consistente! São cerca de 1000 páginas vistas por dia, maioritariamente de Portugal, mas também muitos do Brasil! Há também visitantes estrangeiros, especialmente aquando de posts em Inglês. Posts como o de Horngate, o segundo post mais visto deste ano de 2011. Estas estatísticas dão-me alento, e demonstram o maior interesse da Sociedade em conhecer os barretes que os ecologistas nos tentam enfiar. Juntos, convosco, eles não vão conseguir!

Aliás, nós Portugueses somos afinal os mais cépticos da Europa nesta questão das Alterações Climáticas, conforme pode ser visto nestes dados do Eurobarómetro da semana passada. Abaixo, na primeira imagem, nós os Portugueses somos claramente, dos Europeus, aqueles que menos acreditam que as Alterações Climáticas são o problema mais sério que o Mundo enfrenta... Na segunda imagem, os Portugueses conscientes da fraude imposta por Socras e seus muchachos, são os Europeus que definitivamente menos acreditam que em 2050 haverá mais energia eólica e solar! O Ecotretas não reinvindica este cepticismo, mas está feliz por estarmos ao menos maioritariamente acordados...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Doutrina Verde para as nossas crianças

Ramiro Marques, no seu ProfBlog, tem realçado por diversas vezes o escândalo do endoutrinamento das nossas crianças, à Religião Verde. Já por diversas vezes o referi aqui também, embora o problema não seja exclusivamente nacional, como este recente post o demonstra.

Numas pesquisas simples no GAVE, facilmente se percebe o alcance deste endoutrinamento. Embora em disciplinas como a Física e a Química não surpreenda, já o aparecimento em disciplinas como a Matemática e o Português é muito mais discutível...

Mas, o Ministério da Educação consegue-se superar nisto da Religião. Nada como apontar o exemplo da Quercus num banco de questões de Matemática. Só falta mesmo perguntar quanto é que se teria que pagar em quotas, para obter uma absolvição de uma organização, que produziu um dos vídeos mais asquerosos de todos os movimentos ambientalistas mundiais!

Os exemplos são mais que muitos! Neste exame nacional de Física e Química de 2007, lá está na pergunta 2 o endoutrinamento, sem qualquer enquadramento com as perguntas subsequentes. Neste exemplo de 2002, em Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social, vemos na Figura 3 um gráfico falhado. Daqui a umas décadas, quem fez este exame vai-se sentir defraudado!

Mas como de pequenino é que se torce o pepino, a minha preferida continua a ser o exemplo da energia das ondas, que referi neste post. Na altura, havia equacionado a preciosidade de perguntar a alunos do 2.º Ciclo do Ensino Básico o que era "electricidade limpa e renovável". Agora descobri a resposta correcta:

«limpa» quer dizer que não liberta dióxido de carbono / não liberta o gás que provoca o aquecimento global / não polui

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Óculos e Alterações Climáticas

Um leitor enviou-me mais uma notícia, daquelas de bradar aos céus. O alarmismo puro e duro, fundamentado ou não, é o que está a dar! Há décadas que sabemos que nos temos que proteger do Sol, mas agora temos que o fazer por causa das Alterações Climáticas! É o que nos diz o alarmista Público:

Estes perigos são agravados pelas maiores exposições, decorrentes das alterações climáticas, por isso a Protecção Civil até passou a divulgar alertas sobre níveis de radiação UV e seus graus de risco nos vários locais, nota Victor Ágoas, especialista no Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto. O Instituto de Meteorologia divulga diariamente mapas de previsão do índice ultravioleta.

O que mais surpreende na não-notícia, é a forma interesseira como os "especialistas" se apresentam. Os óculos deles são bons, mas os dos chineses não... Então, porque é que eles vendem também óculos "Made in China"? Enfim, o Ecotretas é que sabe: foi de férias em Setembro, e não gosta particularmente da praia às horas de maior calor (mais Sol). Façam como eu, dispensem é estes óculos, que só enriquecem aqueles que não interessam!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alterações Climáticas são um segredo nacional!

Um leitor interessado enviou-me um link para uma notícia da Federação dos Cientistas Americanos de hoje. Ela é relativa a um pedido de FOIA à CIA, sobre as actividades do seu Centro das Alterações Climáticas e Segurança Nacional. Na resposta dada, a CIA considera que toda a informação desse Centro, contida em documentos com mais de cinco páginas, é secreta!

Se a informação que a CIA tem sobre as Alterações Climáticas é secreta, só podemos aqui imaginar porquê... Porque se o segredo é sobre a subida dos mares, então a Miss Rhode Island 2006 já divulgou tudo no outro dia. Se é sobre o impacto que os extra-terrestes possam ter no clima da Terra, também isso já foi divulgado... Se fosse qualquer coisa de alarmista, acreditem que já ouvimos falar dela!

Ou talvez então eles, a CIA, tenham finalmente descoberto o segredo: que isto das Alterações Climáticas são uma fraude! Ora aí está um segredo nacional que interessa preservar... Como poderia o Al Gore perdoar ao seu amigo Obama tal revelação? Como poderia a Miss Rhode Island 2006 voltar a dar a cara? O que seria feito dos nobres cientistas da NASA? Enfim, razões muito fortes para que as Alterações Climáticas sejam um grande segredo!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Gore-a-thon

Começa dentro de pouco tempo. Eu vou para a caminha... Ficam aqui os links para o WattsUpWithThat e o Bishop Hill, donde retirei os três cartoons do Josh abaixo. Como diz a Judith Curry, cheira-me também que isto vai dar esturro... E nos Estados Unidos, a Mãe Natureza vai proporcionar mais um "Gore effect"...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O futuro do Aquecimento Global

Um dia depois da confirmação pelo CERN das teorias de Henrik Svensmark, as reacções na Internet continuam sobretudo a aclamar as grandes virtudes do método científico. Por cá, nas pesquisa extensas que já fiz online, os Media portugueses esqueceram a Notícia. ZERO referências... Quase toda a gente anda baralhada! Afinal, o que ficamos a saber é que afinal ainda há discussão sobre o que condiciona o Clima. E que a contribuição do dióxido de carbono é muito menor que a do vapor de água, apesar do IPCC nem sequer reconhecer o contributo do vapor de água!

Mais significativo, os políticos ficarão desnorteados! Como vão eles taxar os raios cósmicos? Ou taxar o Sol, pela forma como condiciona a chegada dos raios cósmicos ao planeta Terra? Os cientistas alarmistas vão chegar à conclusão que a geo-engenharia também não vai levar a lado nenhum, pois afinal os raios cósmicos são fundamentalmente imparáveis! Resta-nos pedir aos ET's para regularem o fluxo de raios cósmicos, talvez com uma torneira cósmica?

Enfim, foram quase duas décadas perdidas na Ciência. Em que nos dedicamos a estoirar dinheiro num problema que basicamente não condicionamos nem podemos controlar! A investir em modelos climáticos computorizados em que nem sequer as variáveis básicas (eg. nuvens) são consideradas! Enfim, agora percebe-se porque é que estes lobbys conseguiram condicionar o projecto CLOUD durante tantos anos, sucessivamente adiado pelo Clero do Aquecimento Global...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O próximo Prémio Nobel da Física

Os resultados do CLOUD, do CERN, são arrasadores! Num artigo da Nature, Kirkby, J. et al. confirmaram a hipótese anteriormente avançada por Henrik Svensmark:

For a century, scientists have known that charged particles from space constantly bombard Earth. Known as cosmic rays, the particles are mostly protons blasted out of supernovae. As the protons crash through the planet's atmosphere, they can ionize volatile compounds, causing them to condense into airborne droplets, or aerosols. Clouds might then build up around the droplets.

The number of cosmic rays that reach Earth depends on the Sun. When the Sun is emitting lots of radiation, its magnetic field shields the planet from cosmic rays. During periods of low solar activity, more cosmic rays reach Earth.

Está por isso a tornar-se evidente que as teorias do Al Gore e alarmistas estão a cair como um castelo de cartas. Recentemente já evidenciara o trabalho de Henrik Svensmark aqui e aqui. Para quem ainda não viu, não percam o vídeo do segundo link. E também as referências aos raios cósmicos, aos quais já nos havíamos referido há cerca de dois anos.

Por isso, e para quem segue as agruras do trabalho de Svensmark, que lutou durante mais de uma década, nomeadamente contra os atrasos deliberados neste projecto CLOUD, implementando ele próprio a experiência que agora o CLOUD também demonstra, não há dúvidas que ele merece o próximo Prémio Nobel da Física. Pela forma como aplicou o método científico, e como lutou contra o clero do Aquecimento Global, será provavelmente recordado como um dos mais notáveis cientistas do nosso tempo! E no processo, o indicado seria retirar o Prémio Nobel ao Al Gore, que ficará na história como o Al Capone do Clima...

sábado, 30 de abril de 2011

Saraivadas

Para referência futura, deixo neste post alguns dados interessantes sobre a saraivada que ontem atingiu Lisboa, especialmente na zona de Benfica. Como de costume, não é pelo Instituto de Meteorologia que se sabe o que quer que seja; aliás, eles apenas continuam a noticiar as notícias quentinhas... Todavia, se procurarmos nos seus dados de base, vemos como na estação RUEMA de Benfica se verificou um acentuado arrefecimento (local) durante a tarde de ontem, e superior a 15ºC num espaço de menos de uma hora!

É claro que os alarmistas estão todos caladinhos. Pudera! Até Anthímio de Azevedo afirma que, "com esta dimensão e na Primavera, não tem conhecimento" de um fenómeno deste género... Felizmente, as consequências foram apenas materiais, embora se tenha registado uma vítima de hipotermia. Como de costume, são os amadores que nos tempos modernos, melhor conseguem relatar os acontecimentos...