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sexta-feira, 23 de março de 2012

O caduco e extinto Instituto de Meteorologia

Quando os alarmistas portugueses falam, os estúpidos Medias portugueses papagueiam. O Instituto de Meteorologia, para todos os efeitos extinto, por altura da celebração do Dia Mundial da Meteorologia, entendeu mandar cá para fora mais uns sustos. O papaguear foi nauseabundo (1) (2) (3) (4) (5) (6).

O mais papagueado, e que merece maior atenção na análise, é o parágrafo seguinte:

Com efeito, este número que era inferior a 100 na década de setenta do século passado, tornou-se superior a 450 na última década. Igualmente os prejuízos relacionados com estes desastres eram na década de setenta inferiores a 10 mil milhões de dólares/ano, tendo na última década o valor médio anual estimado sido superior a 80 mil milhões.

Não se lhes ocorrerá que as tecnologias de detecção e relato de desastres melhorou significativamente ao longo das últimas décadas? Para quem tiver dúvidas, não deixem de consultar esta excelente lista no WUWT.

Não se lhes ocorre que estes supostos desastres, que eles ficam a saber pelos populares, tenham subido substancialmente porque os populares têm mais máquinas fotográficas e de filmar, ligações à Internet, ou mesmo estações meteorológicas? Não se lhes ocorre que no passado eram sobretudo relatados os eventos em apenas locais de maior dimensão, escapando completamente os das populações isoladas?

E não ocorre a ninguém ir observar os números? Na lista dos maiores desastres naturais do Wikipedia, por mortes, nos cinco primeiros com mais mortes, o mais recente é justamente de 1970, quando o ciclone Bhola matou cerca de meio milhão de pessoas! Será que esse não contou para a década de 70? E nos dez primeiros da lista só aparece um da última década, o tsunami de 2004, que manifestamente nada teve a ver com o Clima! Se se olhar apenas para a lista de ciclones, então na última década apenas aparece um nos primeiros dez, e olhando para as outras sub-listas, as poucas presenças da década anterior são insignificantes face às reais tragédias da História!

O IM depois entusiasma-se com a onda de calor de 2003, durante a qual se estima que o número de mortos tenha ultrapassado os dois mil. Errado! Segundo o estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, cuja análise rigorosa abordamos aqui, o excesso global de óbitos foi de 1953, o que na minha matemática continua a ser inferior a 2000. O IM não refere, pela sua inconveniência, que já em 1981 havia ocorrido uma onda de calor semelhante, que matou na altura cerca de 1900 pessoas (página 33 do mesmo estudo anterior). Porque esconde esses factos? Porque não refere as mais de 4000 mortes em excesso que ocorrerem em função da onda de frio do mês passado?

E continua com as cheias da Madeira, que havíamos contextualizado aqui. Uma referência muito oportuna, até porque a tragédia teve os custos que teve, sobretudo por culpa do próprio Instituto de Meteorologia, que foi incapaz de prever o que quer que fosse, conforme as referências no link anterior. Mesmo em termos históricos são uma nódoa, sendo muito mais interessante o blog de José Lemos, que havíamos também referenciado...

Enfim, um caduco Instituto a querer sobreviver...

Actualização I: Parece que o próprio IM nem sequer olha para os documentos da Organização Meteorológica Mundial. Na página 21 estão os gráficos abaixo, onde é claro que o número de mortes desceu significativamente, embora tenham aumentado os custos, perfeitamente normal em função de vários indicadores económicos (valor dos bens, inflação, etc.). Sintomático é o que a própria OMM diz:

Are disasters increasing?

Climate change has to an extent, created a public perception that the number of natural disasters is rising. The truth is more complex. While scientific studies of meteorological data are starting to show increases in the occurrence of some weather extremes, an important component lies in the exposure of communities.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Climigra

O Instituto de Meteorologia divulgou ontem que vai coordenar o projecto Climigra, que visa estudar o impacto das variações climáticas nos movimentos migratórios em Portugal continental e Regiões Autónomas. Pretende dar uma visão histórica das variações climáticas, utilizando-se "o legado histórico da informação climática em Portugal existente no IM, enquanto única informação climática validada para o território nacional". Para além do IM, participam "algumas Universidades, Centros de Investigação e Institutos Públicos nacionais, no continente e Região Autónoma dos Açores".

Mas, o que eles querem sei eu! O que eles querem é martelar os dados, para que seja reconhecido que as Alterações Climáticas, ou o Aquecimento Global, são piores do que se imaginava! Se eles estivessem verdadeiramente interessados na temática, libertavam esse legado histórico para o público, e comunidade científica, e garanto-vos que também eu participava! Assim, a minha primeira participação neste domínio, vai ser a de desmontar os interesses instalados neste projecto.

Pouca mais informação existe na Internet. O Governo Regional dos Açores antecipou-se uma semana na divulgação deste projecto fraudulento. Ao invés do IM, diz lá que muitos mais coordenam! E diz lá também que a História Climática vai começar, neste País com muitos séculos de existência, apenas em meados do século XIX!

Por isso, vou começar o projecto Climentiras. Ele visa conhecer as verdadeiras alterações climáticas, ao longo de toda a História de Portugal, mesmo anterior à nossa Independência em 1143. Para expor as mentiras que se propagam por aí, e que se vão intensificar com este projecto. Alguns dos posts anteriores podem ser aproveitados, como a investigação sobre David Melgueiro, a referência à Real Fábrica do Gelo, e muitas outras que estão agrupadas na etiqueta História. Conto também para isso com o contributo dos leitores, que possam sugerir pistas, ou mesmo escrever parte desta nossa História desconhecida, e esquecida...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Instituto de Meteorologia em negação

O Instituto de Meteorologia destacou hoje o facto de que foi o Fevereiro mais seco desde 1931 em Portugal Continental. O que o Instituto de Meteorologia não realça é que o mesmo mês de Fevereiro foi o segundo com temperatura mínima do ar mais baixa, desde 1931, como se pode ver na imagem abaixo, retirada do Boletim climatológico mensal. Pessoalmente, não esperava outro comportamento do Instituto de Meteorologia que não o de esconder por debaixo do tapete aqueles dados que contrariam a fé no Aquecimento Global.


O que é todavia mais preocupante é que a temperatura mínima teve uma anomalia de uns impressionantes -5ºC durante o mês de Fevereiro. O IM refere envergonhado que se registou a ocorrência de vários dias com temperatura mínima inferior a 0ºC em muitas localidades e o registo de novos valores mínimos absolutos. Ainda mais grave é finalmente admitir que se registaram situações prolongadas de ondas de frio em várias estações da rede do Instituto, tendo em alguns casos atingido mais de 18 dias consecutivos.

O Instituto de Meteorologia é conhecido por avançar com as notícias de ondas de calor, quando elas ocorrem. São inumeros os exemplos, e só no ano passado podem ver exemplos como os de Abril de 2011, Maio de 2011 e Outubro de 2011. O máximo que o IM fez foi a meio do mês de Fevereiro garantir que não tinham sido atingidos os valores mínimos! Apesar de o ter previsto uns dias antes, nenhum alerta ou comunicado de onda de frio foi emitido! E não foram apenas uns dias, conforme se pode perceber no Boletim climatológico mensal: na estação de Alcácer de Sal, a onda de frio durou uns impressionantes 20 dias, entre 8 e 27 de Fevereiro!

São inacções como esta que contribuíram para que as mortes pelo frio tenham disparado nas últimas semanas. Em vez de andar preocupado com o inexistente Aquecimento Global (que agora só consegue ganhar prémios de fantasia), o Instituto de Meteorologia deveria preocupar-se, em primeiro lugar, com os alertas para a maior causa de mortes em Portugal: o frio!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sinusóide invertida das temperaturas

Pinto de Sá tem hoje um post, sobre as mortes pelo frio, que havíamos aqui abordado, com uma imagem que me chamou a atenção, e que está reproduzida aqui à esquerda. O original do gráfico foi publicado neste documento do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge. O gráfico evidencia o número de mortes, em valor absoluto, por cada uma das semanas, desde a semana 40 de 2010.

O gráfico é espectacular porque evidencia como se morre em Portugal muito mais quando está frio do que quando está calor! O gráfico é uma sinusóide semelhante à das temperaturas, ainda que invertida! Por isso, da próxima vez que alguém tentar assustar com as mortes derivadas do Aquecimento Global, lembrem-se que há muitas mais mortes quando esse Aquecimento Global não acontece!

Actualização I: Segundo uma análise há dois anos, no blog Falar do Tempo, na Europa Portugal é o país onde há maior aumento de mortalidade no Inverno. No mesmo blog, há uma referência para 20 estudos deste fenómeno, altamente recomendáveis.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Morrer de frio em Portugal

Há uma notícia envergonhada a circular nos Media Portugueses. Imaginem só: é o Ministro da Saúde que disse aos jornalistas que se está a morrer de frio em Portugal! Não foram os jornalistas que descobriram a notícia; tão pouco a procuraram. Foi-lhes entregue de mão beijada por Paulo Macedo:

São dados revelados pelo Instituto Ricardo Jorge, que faz a monotorização apertada destes casos de mortalidade. Há um aumento em termos homólogos e o instituto está a descer mais a fundo na monotorização para sabermos as causas, se é do frio anormal ou de outro tipo de situações
(...)
o importante é que a situação foi detetada, está a ser acompanhada e vai ser alvo de uma análise, para que se descubram os motivos que originaram um pico anormal de mortalidade nas últimas semanas

Nada que não tenha sido anunciado... Segundo esta outra notícia do Jornal i, isto ocorre pela terceira semana consecutiva, sendo que entre 13 e 19 de Fevereiro registaram-se mais de 3000 mortes. Os hospitais estão entupidos com as doenças consequências do frio, como é o caso das gripes, pneumonias e complicações cardíacas. Segunda o relato do jornal i, a OMS diz que a falta de aquecimento das casas é um dos factores de risco, e aponta ainda dados segundo os quais em Portugal 44% das famílias com idosos não tem dinheiro para manter as habitações aquecidas adequadamente.

Porque é que isto tudo acontece? Os alarmistas dizem que o Aquecimento Global vai provocar mais mortes, mas porque é que elas acontecem com o frio do Inverno deveria ser uma pergunta a que eles deveriam responder! Segunda a Grande Investigação do DN, isto deve ser o tal problema do Ambiente que mata 45 portugueses por dia. Mas 45 x 7 dá apenas 315 mortes... Quanto aos Portugueses não aquecerem as casas, já sabemos todos quem são os culpados. Mas há aqueles que gostariam que houvesse mais gente a passar frio!

Esta notícia não é todavia uma novidade. Este tema da morte pelo frio é recorrente todos os anos no blog, como podem ver pelos seguintes exemplos (1) (2) (3) (4). Por isso, não me admirava que quando Paulo Macedo receber os verdadeiros motivos, que os mesmos sejam imediatamente enfiados na gaveta das Verdades Inconvenientes!

Actualização I: As funerárias confirmam o aumento anormal de mortos.
Actualização II: Um comunicado do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge refere que "a evidência científica, nacional e internacional, confirma que os períodos de frio extremo, assim como as epidemias de gripe, estão associadas a excessos de mortalidade"

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Previsões vergonhosas do Instituto de Meteorologia

O Instituto de Meteorologia lançou ontem, com grande fanfarronice, e papagueado pelos do costume, os cenários climáticos para o continente no século XXI. A motivação é simples (realces da minha responsabilidade):

Por forma a contribuir cientificamente para a sustentação destas medidas de adaptação, o Instituto de Meteorologia, I.P. desenvolveu, em parceria com o Instituto Dom Luiz da Universidade de Lisboa e integrado no consórcio Europeu ECEARTH, a realização de cenários globais para o clima de Portugal continental, cujos resultados serão igualmente integrados no próximo relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).

Quando cheguei à parte dos gráficos, entrei praticamente em choque com as imagens das anomalias de precipitação e temperatura até 2100:


O primeiro problema começa quando o Instituto de Meteorologia avança referindo um estudo supostamente recente, mas em que depois se verifica que os cenários futuros afinal começam em 2006! Será que o Instituto de Meteorologia não tem dados mais recentes? Mas se se ampliarem os gráficos, como se observa abaixo, rapidamente se percebe que a curva preta, que segundo o IM corresponde ao "período de 1850-2005", afinal termina em 2000!

Sobre o gráfico da anomalia de precipitação, o primeiro acima, nem é preciso verificar o que quer que seja. O Instituto de Meteorologia utilizou dois cenários, o cenário RCP4.5 (menos gravoso) e RCP8.5 (mais gravoso). Mas reparem que, em grande parte das próximas décadas, quando um vai para cima, o outro vai para baixo! O leitor é capaz de se imaginar a fazer uns rabiscos no gráfico, e a fazer uma previsão igualmente válida? Ou então imaginar como seria o gráfico se o Aquecimento Global/Alterações Climáticas pudessem ser resolvidas com um estalar de dedos? Será que ficaria uma recta horizontal, como aquela que aparece nos monitores cardíacos quando um paciente morre?

Quanto às temperaturas, a escandaleira é ainda maior! Comecemos pela imagem à esquerda abaixo (clicar nas imagens para observar em maior detalhe ainda), retirada da página 5 do Boletim Climatológico do Ano 2010, e que representa a variabilidade da temperatura média anual em Portugal Continental. Agora, vejam na imagem da direita a ampliação da imagem acima. Vejam primeiro como conseguiram acelerar a subida! Mas a aldrabice é fácil de desmontar se verificarmos que as médias de 2006 e 2011 (este ano foi precisamente de 16.00ºC) foram praticamente idênticas aos valores de 1948 (que também registou exactamente 16.00ºC!) e 1949. Vejam onde ficam estes dois anos recentes no gráfico abaixo:


Agora se repararem que os outros anos da década passada foram bastante inferiores aos de 2006 e 2011, a desmontagem das previsões está completa! É preciso ter muita lata, e ser muito incompetente, para publicitar estes gráficos da treta!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Climate4you

De vez em quando tropeço em sites verdadeiramente fabulosos. Via Watts Up With That, segui um link para o Climate4you. O site regista informação, essencialmente em gráficos, que cobrem vários dos dados meteorológicos e climáticos. Para além disso, reforça com uma componente histórica, uma vertente muito do agrado do Ecotretas. O site também parece isento, dado que não transmite uma posição alarmista. Afinal, transmite uma mensagem clara, que é a dada pelos números. Como a do gráfico que exemplifico ao lado, que descreve a variação anual do nível médio do mar. Para onde é que ele se dirige? Para baixo, claro!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vem aí o Arrefecimento Global!

Todos nós Portugueses temos experimentado o frio dos últimos tempos, embora o sol durante o dia seja enganador. Na Europa central, a queda de neve tem sido épica. Isso era há duas semanas, mas agora os Alpes levaram com outra carga! No Brasil, o nosso conhecido blog Ciência Alternativa descreve-nos o desastre do Verão do hemisfério Sul. No Canadá, a neve não pára e até as escolas têm que fechar! Na Sibéria, o frio extremo não é de estranhar, mas eles resolveram exportar algum para os países mais a sul. No Japão, a queda de neve é brutal. No Alaska, os quebra-gelos praticamente não dão conta dos recados... Mais a sul, na costa oeste dos Estados Unidos a neve caiu em grandes quantidades, e na Florida, estava tudo gelado há umas semanas. Até nevou no deserto do Saara!

Alguém detecta aqui algum padrão? Vejam o gráfico abaixo (visível aqui), que descreve as temperaturas observadas pelo satélite AQUA, na sua altitude mais baixa, nos últimos dez anos. Estão a ver onde estão as temperaturas medidas pelo satélite? Em mínimos absolutos!


Mas há mais! O pior ainda deve estar para vir. Vejam por exemplo, no gráfico abaixo (retirado daqui), a previsão da anomalia da temperatura, para os próximos dias, para a Europa inteira. Nada como uma boa dose de Arrefecimento Global, para arrefecer o ânimo de todos aqueles que nos andaram a enganar ao longo dos últimos anos:


Mas, os cientistas estão a sair da casca. Agora, parece que vem aí o Arrefecimento Global. As previsões dos ciclos solares são de arrepiar! Os próximos tempos vão ser realmente muito giros... A discussão segue no Watts Up With That, que se antecipou uns minutos...

domingo, 30 de outubro de 2011

Halloween goza Aquecimento Global

Todos sabemos que o tempo não é o clima. Mas como os alarmistas gostam de gozar com as secas e o calor, o Ecotretas contrapõe com o frio! Desta vez, na costa Atlântica dos Estados Unidos, caiu a maior tempestade de neve em Outubro, de SEMPRE!!! Desde que há registos, nunca nevou tanto em Outubro, em locais como Nova Iorque!

Infelizmente, são já várias as pessoas mortas. Os ocupas batem os dentes. 2.3 milhões de consumidores estão sem energia eléctrica e pelo menos 1000 voos foram cancelados. Este ano, o Arrefecimento Local chegou mais cedo, para aqueles lados... Mas não tardará nada até que o Aquecimento Global seja culpado!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Viver à custa das alterações climáticas

Há tretas que não conseguem estar calados. Francisco Ferreira, da Quercus, é um desses. Na Visão do passado 19 de Outubro, ele começa por impôr o "consenso":

A ciência, através do último relatório de mais de três mil cientistas, considerou, como factos inequívocos, que as alterações climáticas e a sua causa estão na atividade humana. Há quem conteste a relação entre os extremos meteorológicos cada vez mais frequentes e a mudança do clima, de uma forma mais lata. Mas quando a sua frequência e intensidade estão muito longe do normal, estes sintomas tornam-se mais significativos.

Ele continua depois com as habituais confusões entre tempo e clima. Ele está confuso porque, ora está calor, ora está frio:

Em 2011, Portugal Continental teve a sua segunda Primavera mais quente desde 1931 (a mais quente foi 1997), com três ondas de calor, uma em Abril e duas em Maio. Aliás, o mês de Maio foi o mais quente desde 1931. Março, porém, foi mais frio e chuvoso do que o normal. Em contrapartida, nos Açores Maio foi o mês mais frio desde 2000, com muito pouca precipitação, e no Funchal não choveu durante o mês de Junho.

À minha avó também lhe fazia confusão isso das alterações climáticas. Ora estava calor, ora estava frio. Tal como o Chiquinho, que descobriu que houve por aí uns temporais:

O Inverno de 2010/11 (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) foi caracterizado pela ocorrência de fenómenos extremos: um tornado que atingiu os concelhos de Torres Novas, Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, em Dezembro; episódios de neve nas regiões do Norte e Centro; duas ondas de frio (em Janeiro e Fevereiro); chuva forte com ocorrência de queda de granizo, em Dezembro e Fevereiro; e vento forte, em Fevereiro.

Posso-vos garantir que neste Inverno também haverá mais temporais! E continuarão a existir ano após ano, tal como têm acontecido no passado. O problema do Chico é que ele tem memória curta... Para ele, importante é que tenha havido um extremo na Anadia:

Na primeira quinzena de Outubro do presente ano foram ultrapassados os extremos históricos para este mês em locais como Lisboa, Bragança ou Anadia. Neste período, registaram-se mais duas ondas de calor e não houve chuva em Portugal continental, um cenário que já vinha desde início de Setembro. Temos atualmente 1/3 do território continental em situação de seca severa e extrema.

Mas, o que ele quer sei eu! O que ele quer é continuar a viver à grande e à Francesa, à custa das Alterações Climáticas:

Apesar da crise, e para garantir que o futuro não nos sairá mais caro, integrar o impacte das alterações climáticas no planeamento e nas diversas políticas de forma a minimizá-lo deve ser, claramente, uma prioridade fundamental.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O tempo dos Índios

Esta já é velhinha, mas fica aqui para os leitores que ainda não conhecem como os meteorologistas preveêm o tempo:

Estava-se no Outono e os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo chefe se o inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um chefe índio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um inverno frio.

Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou:

-“O próximo inverno vai ser frio?”
-”Parece que na realidade este inverno vai ser mesmo frio” respondeu o meteorologista de serviço.

O chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico:

-“Vai ser um inverno muito frio?”
-“Sim,” responderam novamente do outro lado, “O inverno vai ser mesmo muito frio”.

Mais uma vez o chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional:

-“Vocês têm a certeza que este inverno vai ser mesmo muito frio?”
-“Absolutamente” respondeu o homem “Vai ser um dos invernos mais frios de sempre.”
-“Como podem ter tanto a certeza?” perguntou o Chefe.
-O meteorologista respondeu “Os índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos.”

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Vento e frio de Julho

Creio que todos os que vivem em Portugal se deram conta do tempo miserável que passamos em Julho... No entanto, o Instituto de Meteorologia, na sua notícia de hoje, na sua mentalidade alarmista conhecida, destacou que a temperatura máxima do ar superou os valores normais nos três primeiros dias do mês e a partir do dia 25. Não há pachorra para a manutenção de um Instituição, paga pelos nossos impostos, cuja única motivação parece ser a do alarmismo climático, como aliás o atesta a referência à tempestade tropical Emily, de meados da semana, que diz absolutamente ZERO aos contribuintes e habitantes de Portugal!

É claro que é inconveniente dizer que Julho foi o mais frio dos últimos 27 anos. Quem vem de fora, queixou-se do frio. E obviamente quem depende do turismo não gostou mesmo nada de mais um episódio do Aquecimento Global, como está expresso no vídeo abaixo...

E como se tudo isso não fosse suficiente, o vento soprou com mais força do que habitual... Para além do azar dos banhistas, também é azar para os consumidores e contribuintes. Porque todos sabemos que quanta mais energia eólica se produz, mais pobre ficamos! E em Julho, a produção de energia eólica subiu 51% relativamente a Julho do ano passado... Enquanto o consumo de electricidade diminuiu 5.3%, que deve ser mais ou menos o que a Cristas poupou, pelo facto de agora já não haver gravatas!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Certificar o mau tempo

Um leitor enviou-me um apontador para uma notícia do Sol, de há cerca de um mês, sobre quanto é que custa certificar o mau tempo em Portugal. Todos aqueles que já tiveram que lidar com as consequências do mau tempo, e tiveram que activar um seguro, sabem que os meandros da burocracia envolvem o Instituto de Meteorologia.

E ainda que a existência de uma taxa moderadora deva ser um facto, a verdade é que o problema não está no custo. Está no tempo que se perde, nos recursos afectos pelo Instituto de Meteorologia a atestar coisas que toda a gente sabe, como foi manifestamente o caso da queda de saraiva em Lisboa, a 29 de Abril de 2011. Da leitura do artigo do Sol se depreende que muito há realmente a fazer! Mas como as certidões representam quase 50% do total de pedidos recebidos pelo IM, há pouco incentivo para acabar com elas...

sábado, 9 de julho de 2011

Chover ao fim de semana

Quando ao fim de semana chove, é típico lamentarmo-nos do sucedido. Especialmente no Verão. Ana Monteiro, Professora Catedrática da Universidade do Porto, elaborou em 2001, um artigo intitulado "O impacte da poluição atmosférica na precipitação ao fim de semana - um estudo de caso no Porto (1978-1998)". Nele se chega à conclusão interessante de que durante 20 anos, o número de fins de semana em que choveu, pelo menos num dos dias, foi de 54% (589 em 1096 fins de semana)!

Pessoalmente, tenho algumas dúvidas dos resultados do estudo. Interessante teria sido a comparação com algum local próximo, não tão urbanizado. Interessante seria também tentar perceber porque chove menos à quarta-feira e Domingo, conforme a imagem acima, que determina a frequência de ocorrência de precipitação no Porto em cada um dos dias da semana do período 1978-98.

Da observação das referências do estudo, verifiquei ainda outras publicações particularmente interessantes. Nesta, Daniel Rosenfeld observa que a poluição do ar, em ambientes urbanos e industriais, suprimem a ocorrência de chuva e neve. E neste artigo, Junkermann et al. abordam como diferentes utilizações da terra podem suprimir a precipitação.

Mas o que interessa é que depois de ter este post preparado há muitas semanas, só neste fim-de-semana é que a chuva voltou ao Porto! Para aqueles lados, muitos estarão a pensar onde pára o Aquecimento Global? O que lhes vale, é que segundo as estatísticas de Ana Monteiro, é muito menos provável que amanhã chova...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Seca na Austrália?

A Austrália é um dos países do Mundo onde há mais doentes afectados pelo vírus do Aquecimento Global. Temos falado de casos muito tristes, entre os quais os de Liam Sheahan e os de Peter Spencer. Histórias ainda mais tristes incluem os da familia Thompsons.

Tudo porque um quantos pastores da Religião Verde espalharam, há uns anos atrás, uma série de visões aterradoras do futuro. Entre esses, Tim Flannery foi talvez o mais alarmista, prevendo que a Austrália se transformaria num imenso deserto, praticamente sem água. Pois bem, há mais um dado a confirmar quanto este tretas estava errado. Lá, como cá, em vez de seca, há chuva a mais, conforme se pode verificar pela imagem acima. O que não o impede de continuar a espalhar as suas mentiras por aí!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Biomassa 50 vezes mais importante que eólica em 2008

Muitas notícias surgiram por aí a dizer que três quartos, ou mesmo mais, da energia pode ser assegurada a partir das energias renováveis, até 2050. Este jornalismo de bosta não se dá conta do que está a dizer, simplesmente porque o IPCC, que foi quem fez o documento, não quer que se saiba como se pode chegar aí!

No documento original novo link podemos perceber que os valores propagados pelos Media são a melhor previsão de um total de 164 cenários. Mas ainda mais interessante é observar a situação actual, visível na imagem ao lado. Do total de energia primária consumida em 2008, 12.9% foi relativa a energia renovável. Mas quando se desagrega este componente, verifica-se que a energia solar é responsável por 0.1% da energia consumida, a energia eólica 0.2%, e a energia hidráulica uns mais substanciais 2.3%.

Então, e o resto? 10.2% da energia primária total, 50 vezes mais que a eólica, é dada pela biomassa! Porque ainda há muita gente em África (e também em Portugal) a cozinhar a lenha, e porque muitos ainda se aquecem da mesma forma, o IPCC deve, e pensa, que isso será o futuro? Ou será porque isto foi dito porque dois dos quatro autores principais (um de Cuba e outro da Etiópia) sabem desta triste realidade?

Actualização: Há realmente organizações com gorduras a mais. Como o caso do nosso Instituto de Meteorologia, que se saiu hoje com uma referência a esta notícia. Realmente, em vez de andarem preocupados com a meteorologia, andam entretidos com alguma coisa que não lhes diz respeito. Mais um sítio onde se pode cortar na gordura pública!

sábado, 30 de abril de 2011

Saraivadas

Para referência futura, deixo neste post alguns dados interessantes sobre a saraivada que ontem atingiu Lisboa, especialmente na zona de Benfica. Como de costume, não é pelo Instituto de Meteorologia que se sabe o que quer que seja; aliás, eles apenas continuam a noticiar as notícias quentinhas... Todavia, se procurarmos nos seus dados de base, vemos como na estação RUEMA de Benfica se verificou um acentuado arrefecimento (local) durante a tarde de ontem, e superior a 15ºC num espaço de menos de uma hora!

É claro que os alarmistas estão todos caladinhos. Pudera! Até Anthímio de Azevedo afirma que, "com esta dimensão e na Primavera, não tem conhecimento" de um fenómeno deste género... Felizmente, as consequências foram apenas materiais, embora se tenha registado uma vítima de hipotermia. Como de costume, são os amadores que nos tempos modernos, melhor conseguem relatar os acontecimentos...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Humanos não controlam tempo

Uma das tentativas do Homem controlar o tempo tem sido a de provocar a chuva, onde ela existe em pequena quantidade. Nós, por cá, também já andamos a experimentar... Agora, um leitor enviou-me um link relativamente a um paper de investigadores de Israel, que concluíram que a precipitação provocada não traz vantagens acrescidas. O acto de semear as nuvens com iodeto de prata, ou outros compostos químicos, segundo Zev Levin et al., é um factor do acaso, tendo demonstrado até níveis de precipitação superiores, em zonas de Israel onde a técnica não era utilizada... O estudo é interessante por demonstrar a pequenez do Homem, mesmo ao nível da micro-escala da meteorologia! Quanto mais à escala global, com os projectos absurdos de geo-engenharia que se imaginam...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prever o mau tempo!

A análise das previsões do tempo são sempre interessantes. Têm sido muito caricatos alguns exemplos dados neste blog, que resultam das trapalhadas associadas a essas previsões, desde as previsões do Met Office, passando pela cena do padroeiro, até às cenas de magia associadas...

Um leitor interessado apontou-me há uns dias para o tipo de jornalismo que se faz à volta deste tema. O artigo, do verde Diário Económico, intitula-se "EDP cria ‘software’ que prevê o mau tempo". Pela leitura do artigo, não se compreende verdadeiramente se também é capaz de prever o 'bom' tempo, mas dá perfeitamente para perceber como os jornalistas pensam, e que mensagem pretendem veicular!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Met Office sabia?

A forma como os alarmistas fogem com o rabo à seringa é realmente surpreendente! Nos últimos dias, eles têm sugerido que o frio se deve ao Aquecimento Global! Mas eles já perceberam que nem os mais estúpidos crentes da Religião Verde engolem uma destas! Agora, de um dos países mais afectados, o Reino Unido, surge a notícia inspiradora de que o Met-Office afinal sabia que vinha aí o frio, mas não disse nada a ninguém, excepto ao Governo Inglês... Parece um puto apanhado, a falar...

É claro que esta lavagem da imagem de uma das agências conspiradoras na teoria do Aquecimento Global, não vai ir longe. Os seus créditos passados são do pior que há, e por isso não tardaram a aparecer as evidências. No Autonomous Mind surge a constatação de que, ao mesmo tempo que afirmavam que davam conhecimento ao Governo desta intempérie, publicavam no seu site a previsão, na imagem acima (visível também aqui, ou a partir deste link), de um Inverno quentinho, a que já nos havíamos também referido indirectamente neste post. Aliás, se observarem com atenção, só era suposto fazer mais frio que o habitual muito a norte da Islândia, já próximo do polo norte!

Claro, no meio desta lavagem aparecem os jornalistas corruptos do costume, e que no Reino Unido são encabeçados por Roger Harrabin, da BBC, o alarmista de serviço para esta pseudo-notícia. O pior é que Harrabin é um alvo fácil, conforme podem ler neste post do Biased BBC.

Resumindo, isto tem tudo de uma notícia à Wikileaks: o Governo sabia, mas não disse nada. Os comuns dos mortais, esses aguentam com a aldrabice, e passam frio! Aqueles que consultaram as previsões do Met Office, que se queixem... As autoridades locais, que não se previniram, e a quem o Governo central não disse nada, que se aguentem também! Talvez, o Governo Inglês venha dizer que isto é mentira... Mas afinal, o que é verdade no meio disto tudo?

Actualização: Um blogger francês fez uma análise das previsões, para França. De 14 previsões, 8 das quais de amadores, apenas o Met Office previu calor para França, em Dezembro. 12 previram, correctamente, que Dezembro iria ter temperaturas abaixo do normal... Há dúvidas?